A Espanha perdeu com o Brasil por 82-88 e garantiu que não joga com os Estados Unidos nos quartos de final do torneio olímpico de basquetebol, mas com a França. Foi o cenário perfeito para os campeões da Europa, vice-campeões olímpicos em título. Perfeito de mais, diz quem desconfia que a Espanha se pôs a jeito para a derrota. Os jogadores, esses, negam.
As críticas assentam numa exibição que foi perdendo gás, num encontro entre duas equipas já qualificadas. No último quarto do jogo a ÑBA, como chamam em Espanha à equipa que tem vários jogadores a atuar na Liga profissional norte-americana, marcou apenas 16 pontos, contra 31 do Brasil. Nos últimos seis minutos somou um total de três pontos, contra 17 do Brasil. A seguir ao jogo correu a informação de que a França tinha apresentado pedido para uma revisão do jogo, mas a Federação Internacional de Basquetebol negou.
Os jogadores espanhóis reagiram às suspeitas com indignação. «Quem duvida de nós é porque não conhece esta equipa. Sempre demonstrámos os nossos valores, fora e dentro da pista», escreveu nas redes sociais Rudy Fernández.
Resultado deu mesmo jeito. Mas jogadores garantem que nunca jogariam para perder.
Pau Gasol, o líder da equipa, reforça: «Esta equipa nunca jogaria para perder nem para especular. Somos uma equipa campeã, que ganhou muito, e nunca pusemos essa hipótese.» Aliás, Gasol diz que até está preocupado com estas quebras de rendimento da equipa. «Como se explica isto, como se explicam dois quartos com a Rússia, o último com a Grã Bretanha, o primeiro com a China... Isto não é pontual e preocupa-me.»
O selecionador Sergio Scariolo, por seu lado, admite que a equipa tenha abrandado o ritmo: «Preparámo-nos para ganhar, mas inconscientemente pode ter tido influência. Não é fácil manter a concentração quando se joga antes dos quartos de final com a classificação garantida.»
A primeira fase do torneio masculino terminou nesta segunda-feira. A Dream Team dos Estados Unidos, que terminou a ter de pisar no acelerador para vencer a Argentina e já conseguiu em Londres um recorde de pontos marcados (156 pontos frente à Nigéria), vai defrontar a Austrália. O Brasil terá pela frente a Argentina e no outro jogo estarão frente a frente Rússia e Lituânia. Já só poderá haver um encontro entre Estados Unidos e Espanha na final.
| Lurdes Baeta leu esta notícia |