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Desporto
2012-07-28 21:33h

Sporting-St. Etiènne, 3-1 (crónica)

O Sporting apresentou-se aos sócios com uma vitória convincente e um bom prenúncio: a equipa está muito mais eficaz no ataque em posse de bola. Perante um adversário que abdicou do domínio do jogo e recuou as linhas para trás do meio campo, a equipa leonina soube ser paciente e eficaz.

Ora isso, só isso, já é animador numa equipa que na última época, por exemplo, vivia quase em exclusivo das transições rápidas. É animador sobretudo quando se pensa nos jogos da liga nacional, perante adversários que se fecham na defesa e gritam bem alto que a responsabilidade não é deles.

Veja como vivemos o jogo ao minuto

Uma festa de apresentação sem a ostentação da última época, mas com o mais importante: uma vitória e sinais animadores para o futuro. Também por isso o jogo com o St. Etiènne, sétimo classificado da última liga francesa e uma equipa que nunca assustou o Sporting, foi um bom teste. Os leões não se apresentaram com o entusiasmo do ano passado, é verdade, mas também não perderam com o Valência: saem daqui mais motivados.

Sá Pinto, esse, parece levar algumas dores de cabeça. Sobretudo no meio campo: há claramente um excesso de soluções para três lugares. Elias parece fundamental, pelo menos a jogar como esta noite. Encheu o campo, defendeu, atacou e até desequilibrou. Foi uma pedra de toque enorme.

Confira os destaques do jogo

Depois claro há Schaars, não muito vistoso, mas sempre uma voz de comando. Sobram ainda André Martins (não fez o jogo mais feliz), Rinaudo (uma vontade de jogar contagiante), Gelson Fernandes (um poço de trabalho e agressividade) e Adrien (pormenores deliciosos e um grande passe).

Enfim, várias soluções para o setor que domina o jogo e promete ser a base deste Sporting, que Sá Pinto já prometeu mais autoritário e sedutor. O ataque continua a viver muito dos rasgos individuais de Carrillo, sobretudo quando precisa de desequilibrar, mas parece ter material para ir mais longe.

Sá Pinto foi a estrela na apresentação do novo Sporting

Sobretudo na esquerda, que durante a primeira parte foi o flanco mais utilizado pelos leões, há matéria para trabalhar: Rojo é um central com toque de bola, Pranjic tem coisas de craque, capacidade de passe e visão, Capel está sempre em jogo. Tudo junto, portanto, pode ser animador.

Feitas as contas, o Sporting jogou bem, dominou e podia ter construído um resultado mais gordo. Foi uma festa sem o aparato do leão Sonho da última época, mas teve o mais importante: princípios de futebol e garantia que há material para fazer sonhar os adeptos. É o que eles precisam.

«O Sporting é uma equipa de nível europeu»

FICHA DE JOGO

Estádio: Alvalade XXI, em Lisboa
Assistência: 30 018 espectadores
Árbitro: Carlos Xistra (Lisboa)

SPORTING: Rui Patrício (Marcelo, 46m); Cédric (Pereirinha, 46m), Boulahrouz (Xandão, 46m), Marcos Rojo (Carriço, 46m; Onyewu, 59m) e Pranjic (Insúa, 46m); Elias (Gelson Fernandes, 46m), Schaars (Adrien Silva, 46m) e André Martins (Rinaudo, 62m); Carrillo (Jeffrén, 62m), Wolfswinkel (Rubio, 75m) e Capel (Wilson Eduardo, 75m).
Suplentes não utilizados: Não houve.

ST. ETIÈNNE: Ruffier; Clerc (Sako, 62m), Mignot, Perrin (Alonso, 72m) e Ghoulam; Clement e Guilavogui; Nicolita, Cohade (Kitambala, 72M) e Gradel (Hamouna, 77m); Aleksic (Limoine, 72m).
Suplentes não utilizados: Janot, Moulin, Polomat, Saadi, Brison e Zouma.

GOLOS: Carrillo (35m e 61m) Wolfswinkel (72m, g.p.) e Sako (75m)
Disciplina: Gelson Fernandes (78m) e Alonso (81m).

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Pedro Pinto leu esta notícia

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