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2012-07-10 19:00h

«Novas geografias» podem compensar abrandamento europeu

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) defendeu esta terça-feira ser possível compensar o abrandamento da economia europeia, particularmente a espanhola, com a exportação para «novas geografias».

«Os mercados extra-comunitários já representam 30% das nossas exportações globais e isso é absolutamente estratégico», salientou Pedro Reis à margem do debate «Desafios à internacionalização da Economia», que decorreu no Porto.

O responsável da AICEP diz que essa «é uma bandeira» pela qual tem lutado porque permite a Portugal «desbravar novas economias, novas geografias» como China, América Latina e Angola, que são mercados que é preciso «conseguir vencer».

Presidente da AICEP recorda que mercados extra-comunitários já representam 30% das exportações «Para a Angola aumentámos em 300 milhões [de euros] as nossas exportações. Para a China em 250 milhões e para os EUA em 200 milhões. Isto é, na prática, a evidência que é possível compensar, por exemplo, o abrandamento da União Europeia e, em particular, o de Espanha».

Segundo Pedro Reis, entre Espanha, Alemanha e França estão 50 por cento das exportações portuguesas, sendo Espanha o «maior mercado» onde foi registado «um abrandamento».

«Mas acho que a grande novidade de hoje é o crescimento robusto a nível internacional e é o crescimento para novas geografias. É nisso que temos que nos concentrar para criarmos uma almofada a um eventual abrandamento de Espanha», sublinhou.

De entre as ditas «novas geografias» está Angola, «que vale 5,7%» das exportações nacionais, sendo China, EUA e Brasil «países destino» onde Portugal está a «crescer sustentadamente».

A AICEP classificou de «globalmente positivo» o aumento das exportações portuguesas, que aumentaram 6,5 por cento entre março e maio de 2012, face ao mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o défice da balança comercial baixou 2,2 milhões de euros no trimestre terminado em maio, devido à quebra de 9,5% nas importações que foi superior ao crescimento das exportações, segundo as estatísticas oficiais.



Pedro Lima leu esta notícia

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