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2012-08-03 20:30h

Dicas para poupar dezenas de euros em combustível

Os portugueses estão a poupar, cada vez mais, nos combustíveis que, só nas últimas três semanas, encareceram cerca de seis cêntimos. Uma tendência que se tem vindo a agravar desde o ano passado. A maior queda de 2011 foi em julho, quando o consumo caiu 2,7%, mas este parece apenas um deslize quando comparado com o corte de 8,3% verificado em maio deste ano, face ao mesmo mês de 2011.

Os dados são da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) que mostram que o consumo de gasolina caiu 10,2% e o do gasóleo recuou 8,2%.

Então que alternativas existem? A verdade é que são muitas e estão a conquistar cada vez mais adeptos. Numa curta pesquisa pelo Facebook descobrimos que há mais portugueses que preferem andar a pé, de bicicleta ou de transportes públicos. Depois fomos para a rua e descobrimos que o Metro é mesmo o transporte público eleito em Lisboa, apesar de ter sido, juntamente com a Carris, a empresa que mais passageiros perdeu nos primeiros seis meses do ano.

Bicicleta, mota, à boleia ou a pé... Vale tudo para tentar deixar o carro em casa Na verdade, de acordo com as contas apresentadas pelas cinco principais empresas de transportes, registaram-se menos 49,1 milhões de passageiros no primeiro semestre face ao ano passado, para um total de 310,9 milhões. Sozinho, o Metro de Lisboa perdeu 11,5 milhões de clientes, para um total de 80,6 milhões. A Carris perdeu 25 milhões de passageiros, contabilizando agora 93,2 milhões. Seguem-se CP e a STCP (menos 6 milhões, em ambos os casos) e a Metro do Porto (menos 719 mil).

As motas, de cilindrada não superior a 125 cc em especial, apresentam-se, então, como uma boa alternativa na hora de fazer contas à vida. Uma poupança de 15 euros por mês, por exemplo, convenceu Ana Maurício, que vive nos arredores da capital e trabalha mesmo no centro, perto do Marquês de Pombal.

As bicicletas também são uma boa opção, com o número de ciclovias a aumentar nas principais cidades.

Há ainda as cerca de 820 mil pessoas que, segundo o INE, perderam os seus postos de trabalho durante este ano, muitas das quais deixam agora o carro em casa.

Andar a pé «compensa» não só «por questões económicas, uma vez que os transportes públicos também aplicam preços avultados», mas também «por questões ecológicas e de combate ao sedentarismo», como explicou à AF, o estudante Rodrigo Pereira.

Mas ainda há muitos que veem com relutância o gesto de largar o volante. «Não mudei muito o meu quotidiano. Continuo a usar o carro, mesmo indo sozinho, para o trabalho», disse um executivo de uma empresa em Lisboa que não quis ser identificado.

«Preciso do carro para trabalhar e, por isso, tendo fazer uma melhor gestão do combustível», disse, por sua vez, Johnny Jacinto, taxista.

Neste caso, muitos automobilistas tiram o pé do acelerador: uma condução suave e sem paragens bruscas parecem ajudar a poupar. Há ainda os velhos truques de abastecer durante a manhã e viajar com as janelas fechadas.

Na hora de pôr combustível há quem prefira as bombas dos «hipers», tendencialmente mais baratas, mas há também quem não fique convencido: «Uso os cartões de desconto das gasolineiras», revela o Filpe Paulo, enquanto abastece o carro num posto na Segunda Circular, em Lisboa. «Aproveito as promoções», disse, por sua vez, Eusébio Resende. «Teria de procurar essas bombas e, como ando sempre de um lado para o outro, as low cost tornam-se menos imediatas», admite, por sua vez, Isabel Neves.

E há também que tente conjugar o carro com os transportes públicos, levando o veículo até à estação mais próxima, uma tendência que se acentuou no último ano.

Já para viagens longas, a nova moda é ir à boleia. Na Internet e redes sociais há, cada vez mais, uma oferta diversificada.



Henrique Garcia leu esta notícia

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