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2012-07-04 20:02h

Energia: DECO assinala perigo de cartelização de preços

A DECO estima que o sucesso do futuro mercado liberalizado da energia depende da forma como a ERSE e a Autoridade da Concorrência (AdC) irá desempenhar o papel de supervisão e assegurar que «os operadores não se entendam».

«O papel da supervisão ao nível do funcionamento do mercado é assegurar que os operadores não se entendam e que haja uma verdadeira concorrência. É um desafio para a ERSE e para a AdC», afirmou em declarações à Lusa Vítor Machado, economista da DECO e representante no Conselho Tarifário da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), assinalando o perigo de eventual cartelização na fixação de preços da energia para os consumidores domésticos.

«É este o momento para uma ação de prevenção. A partir de janeiro de 2016, há esse risco de os quatro operadores conhecidos neste mercado repartirem o mercado entre si e ficarem satisfeitos, em casa», afirmou ainda o economista, à margem de uma conferência promovida pelo «Diário Economico», subordinada ao tema da «Energia: os desafios da liberalização do mercado».

Futuro do mercado liberalizado está dependente da fiscalização da ERSE e Autoridade da Concorrência À sugestão de perigo de uma cartelização dos preços por parte dos principais operadores no mercado ibérico de energia deixada pela DECO, o presidente da ERSE respondeu: «Nós estamos cá para isso!».

«Cabe-nos fazer o acompanhamento da evolução dos mercados. Liberalização rima com supervisão e o regulador vai passar a ter que ter neste processo um maior protagonismo no acompanhamento dos mercados. Isso não acontecia até agora porque os mercados eram regulados, mas vai passar a acontecer uma maior pressão no sentido da monitorização dos mercados, da defesa do interesse dos consumidores e aqui certamente que irá haver uma parceria entre as competências da ERSE e da Autoridade da Concorrência», afirmou à margem do mesmo evento Vítor Santos.

«Situações em que sejam identificadas práticas comerciais ilícitas ou situações que evidenciem abuso de poder de mercado serão à Autoridade de Concorrência», avisou o regulador, garantindo que tem «as condições» para desempenhar «esse papel», que em breve serão reforçadas com um regime sancionatório em se encontra em fase final de produção.



Lurdes Baeta leu esta notícia

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Energia: DECO assinala perigo de cartelização de preços