O Governo desvaloriza a informação errada no relatório sobre as fundações. No documento, pelo menos dois erros foram identificados: a Fundação Calouste Gulbenkian era identificada como fundação pública e a Culturgest surgia com números longe da realidade, pois surgia sem utentes entre 2008 e 2010. Também a Fundação Bienal de Cerveira se queixa do relatório ter em conta apenas seis meses de atividade.
Em declarações à TSF, o secretário de Estado da Administração Pública desvaloriza as «imprecisões», sublinhando que a informação errada foi prestada pelas próprias fundações e que «pode ser corrigida». «Estamos a trabalhar a informação», referiu.
«Mais importante do que determo-nos nas imprecisões é os portugueses terem informação com um grau de aproximação muito grande, que permite ao Governo tomar decisões», disse Helder Rosalino.
Informação errada foi prestada pelas próprias fundações e «pode ser corrigida»
O secretário de Estado diz que a decisão final do Governo não será baseada só nas conclusões do relatório do grupo de trabalho do Governo.
A título de exemplo, disse que estão a «ocorrer múltiplas reuniões» com câmaras municipais e todas as entidades envolvidas para que o Governo tome uma decisão «muito consciente».
Entretanto, o secretário de Estado também anunciou que foi alargado o prazo para as fundações que não cederam todos os elementos ao Governo.
O Executivo pretende poupar cerca de 200 milhões de euros de subsídios a fundações.
| Henrique Garcia leu esta notícia |