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2012-08-07 09:27h

Líderes europeus: férias de luxo são passado

As férias de luxo de alguns líderes europeus fazem parte do passado. Muitos políticos estão a dar o exemplo do imperativo da contenção e do contributo para o PIB nacional e estão a passar férias nos seus próprios países.

É o caso do primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, que está de férias na Manta Rota, no Algarve. Assim, está perto de Lisboa, onde terá de voltar no final do mês por causa da quinta avaliação da troika. Como faz questão de lembrar o «Wall Street Journal», Passos aconselhou os seus ministros a passar as suas férias dentro de Portugal.

Em Espanha, Mariano Rajoy tem de interromper as tradicionais férias do mês de agosto, uma vez que marcou três reuniões extraordinárias, o que faz com que os políticos do país tenham apenas duas semanas de descanso, em vez das quatro habituais. No dia 14 de agosto, Rajoy tem um encontro marcado com o rei Juan Carlos. O tempo que terá livre será passado na casa que tem Galiza, com a sua esposa e dois filhos.

Passos e Rajoy passam férias nos seus países. Samaras nem vai gozar dias. Merkel e Hollande são casos diferentes Com o país de nuestros hermanos a ser visto cada vez mais como o próximo na fila a cair num resgate a sério, o governo espanhol está preparado para gozar dias de férias a menos, se de repente o pedido de ajuda se precipitar. «Vamos descansar apenas enquanto o prémio de risco nos permite fazê-lo», disse um porta-voz do governo ao WSJ.

Na Grécia, o país mais fustigado pela crise, não há férias para ninguém. O Governo trava uma corrida contra o tempo para implementar as reformas, depois dos atrasos provocados pelas eleições de maio e junho.

E, depois, o primeiro-ministro Antonis Samaras, nem sequer pode viajar de avião, porque está a recuperar da cirurgia que fez por causa de um descolamento da retina. Os ministros também vão trabalhar durante o mês de agosto e o Parlamento irá apenas fechar por cerca de 10 dias, em vez dos habituais dois meses.

Líderes mais poderosos: outras escolhas

Já outros países têm histórias diferentes para contar. A chanceler alemã Angela Merkel está em Tirol do Sul, no Norte de itália, com o marido, Joachim Sauer. O seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, partiu para a ilha alemã Sylt, no final de julho até meados de agosto, de acordo com um porta-voz do governo, onde conta com a companhia do secretário de Estado do Tesouro norte-americano, Tim Geithner, desde o dia 30 de julho.

O chanceler da Áustria, Werner Faymann, tirou duas semanas de férias na Itália, em julho, segundo o jornal «Die Presse».

O primeiro-ministro finlandês, Jyrki Katainen, passou duas semanas com a família num resort na Turquia, bem como algum tempo na Finlândia. Mas já está de volta ao trabalho, apesar de estar a aproveitar alguns dias para ir aos Jogos Olímpicos de Londres.

Já as do presidente francês, François Hollande, estão envoltas em alguma polémica. Foi passar duas semanas ao destino presidencial, pago pelos contribuintes, no Forte de Brégançon. A solução menos onerosa para o Estado francês, segundo a sua comitiva, mas que não é bem vista por todos. «Não há absolutamente nenhuma razão para o contribuinte para pagar as férias privadas do Sr. Hollande e sua companheira», disse Geoffroy Didier, secretário-geral do UMP (oposição), citado pelo mesmo jornal.

Com a crise europeia ainda por resolver, os líderes até podem ir de férias, «mas existe um risco grande de que tenham que voltar de modo imprevisto», notou ao WSJ o professor da London School of Economics (LSE) Paul de Grauwe.



Patrícia Araújo leu esta notícia

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