Há 20 anos apresentou o modelo das cinco forças em Portugal, idealizou um plano de futuro para a economia portuguesa, agora esteve no país para pensar o Serviço Nacional de Saúde; mas em exclusivo à TVI analisou o estado do país e lamenta que o estudo que realizou há 2 décadas a pedido do Governo não tenha sido aplicado.
Regressa a Portugal numa altura em que o país está sob um duro programa de ajustamento financeiro e avisa que o Governo não deve ver a austeridade como o único objetivo para o país. Aliás, «depois de o nível de défice orçamental ser confortável há ainda muito a fazer».
O professor de Harvard, que é também uma das autoridades mundiais em matéria de competitividade, avisa que os cortes salariais não são solução.
Comparando Portugal com o País Basco, que na mesma época encomendou um estudo sobre a região espanhola, Porter diz que as diferenças estão à vista: enquanto os bascos passaram uma fase de crescimento e são, neste momento, uma das melhores regiões espanholas, Portugal está sob assistência financeira.
Sobre os problemas da Zona Euro, o professor norte-americano não tem dúvidas: «A Grécia já deveria ter saído do euro».
| Lurdes Baeta leu esta notícia |