«Meio ano já passou e chegou o momento de parar e pensar na vida profissional». É este o seu lema? Então este artigo é para si. O consultor Eduardo Shinyashiki elegeu, para a revista brasileira «Exame», quatro filmes que podem ajudá-lo a rever a sua carreira e objetivos profissionais.
Quais os planos que preparou enquanto comia as 12 passas da passagem de ano e quais aqueles que, realmente, já concretizou? Como se tem comportado no local de trabalho? Quais as suas relações com os colegas e chefes? Está no caminho certo para atingir os objetivos a longo prazo de delineou?
Dúvidas que assolam milhares de trabalhadores e que podem ser resolvidas com a ajuda da «sétima arte». E se, provavelmente, já viu algum destes filmes, Eduardo Shinyashiki aconselha a revê-los, agora numa ótica mais pessoal, orientando o olhar para a sua carreira profissional.
Quais os planos que já conseguiu cumprir? Está no caminho certo para atingir as metas que trilhou? Dúvidas que podem ser agora clarificadas
A lista é curta e começa com o famoso «Remember the Titans» («Duelo de titãs», em português). Filme lançado em 2000 e baseado em factos reais, foi realizado por Boaz Yakin e conta com Denzel Washington no papel de treinador de futebol norte-americano Herman Boone, obrigado a enfrentar os preconceitos raciais. Lição a reter? «As pessoas até podem não gostar de si, mas não podem contestar os seus resultados», entende o consultor profissional brasileiro.
Segue-se «Jerry Maguire», realizado por Cameron Crowe em 1996. Tom Cruise representa um agente desportivo bem-sucedido que vive uma reviravolta inesperada: despedido e com apenas um cliente em carteira, é obrigado a repensar nas suas atitudes profissionais. Para Shinyashiki, este filme ajuda a reavaliar os comportamentos no local de trabalho e pôr na balança: aquilo que fazemos para atingir o sucesso fere os nosso valores mais íntimos?
O terceiro eleito mistura Brad Pitt, alpinismo e a aridez das montanhas do Tibete. «Sete Anos no Tibete», de Jean-Jacques Annaud (1997), conta a história verídica do austríaco Heinrich Harrer ao tentar escalar o Nanga Parbat, um dos picos mais altos do mundo. Uma prova não só física, mas também pessoal, com Harrer a abandonar a sua postura «fria, distante e insensível» para descobrir «o sentido da amizade e de ajudar o outro», explicou o consultor.
A lista termina com o filme de 2005, de William Dear, «School of Life» («A Escola da Vida», em português), onde o professor Mister D. revoluciona a escola, com todos os conflitos inerentes a essa mudança. «Muitas vezes o líder diz 'segue-me', mas neste caso o professor diz 'levem-me com vocês'», explica Shinyashiki, defendo uma análise à postura no trabalho: «Cria adversidades para que as pessoas à sua volta mostrem o melhor que têm?».
| Sofia Grilo leu esta notícia |