Há novos números oficiais do massacre ocorrido na quinta-feira à tarde numa mina em Marikana, noroeste da África do Sul. A comissária nacional da polícia sul-africana, Riah Phiyega, disse esta sexta-feira que 34 mineiros morreram abatidos pela polícia, mas que esta agiu em legítima defesa.
«Os agentes da polícia tiveram de utilizar a força para se protegerem a eles próprios da multidão enfurecida», afirmou Phiyega.
A comissária disse também que 78 pessoas ficaram feridas e 259 foram detidas nos confrontos, que aconteceram nos terrenos próximos da mina de platina da Lonmin quando, de acordo com a comissária, um grupo de mineiros armado com «armas perigosas, incluindo armas de fogo», carregou sobre a polícia.
Os familiares dos mineiros reuniram-se esta sexta-feira no local do tiroteio à espera de notícias.
Muitas pessoas procuram familiares desaparecidos entre os feridos. É o caso de Nobantu Mkhuz, que procura o marido, sem fazer ideia se está ferido num hospital ou é um dos 34 mortos.
«O meu marido saiu de casa ontem de manhã às 7:00 para vir para o protesto e nunca voltou. Eu vim aqui esta manhã e a polícia disse-me para voltar às 9:00. Voltei às 9:00, mas a polícia não me diz onde ele está», contou à Associated Press.
| Paulo Almoster leu esta notícia |