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Internacional
2012-07-21 23:00h

Jogos sexuais acabam num homicídio inspirado em «Dexter»

tvi24, CP

Brittany Killgore foi vista pela última vez no dia 13 de abril, quando saiu de casa para se ir encontrar com Louis Perez, um marine norte-americano que a tinha ajudado nas mudanças de casa. A jovem de 22 anos da Califórnia tinha pedido o divórcio há três dias de outro militar, Cory Killgore, que estava colocado no Afeganistão.

Quatro dias depois, o seu corpo, nu e bastante maltratado, foi encontrado perto de um lago. Três suspeitos, incluindo o homem com o qual ia jantar nessa noite, foram acusados de homicídio e encontram-se detidos. Esta quinta-feira, os procuradores divulgaram documentos da investigação que lançam novas explicações sobre o caso.

Esses documentos mostram que a polícia acredita que Brittany Killgore foi morta numa casa em Fallbrook, perto de uma base militar de San Diego, onde viviam os três suspeitos: Louis Perez, de 45 anos, Dorothy Grace Maraglino, de 37, e Jessica Lynn Lopez, de 25.

Procuradores revelam documentos sobre homicídio de jovem norte-americana Os agentes descrevem a cave da moradia como uma «masmorra sexual», com brinquedos e ferramentas ligadas ao sadomasoquismo, que vão de encontro às suspeitas segundo as quais o marine liderava uma rede de jogos sexuais.

Dos mesmos documentos consta também uma carta escrita pela suspeita Jessica Lopez, encontrada no quarto de hotel onde esta se tentou suicidar, poucos dias após o homicídio. Nessa confissão, a jovem explica o seu motivo e o método utilizado para assassinar Brittany Killgore, a quem dirige bastantes insultos, reveladores dos ciúmes que sentia pela sua aproximação a Louis Perez.

Jessica escreveu que atingiu a vítima com uma teaser, que a tentou estrangular com uma corda e que acabou a sufocá-la com uma almofada. Depois, utilizou diversas ferramentas para tentar desmembrar o cadáver e lavou-o com lixívia antes de o largar, inspirada na série televisiva sobre um serial killer.

Pedindo desculpa ao «mestre» Louis Perez, a suspeita confessou: «Pensei que estava a defender a família e que seria como no Dexter», ou seja, que não seria apanhada. O advogado de Jessica, Sloan Ostbye, diz que esta carta é «falsa, enganosa e provavelmente delirante», refere o «The Huffington Post».

Os procuradores duvidam desta história, porque defendem que Jessica não atuou sozinha. Há outros documentos que desmontam a versão de Louis Perez sobre essa noite. O marine contou às autoridades que perdeu a vítima de vista numa discoteca de San Diego, mas os registos telefónicos agora divulgados mostram que os dois estavam na zona de Fallbrook na altura. Além disso, no seu carro foram encontradas várias provas do crime.

Naquela noite, apenas 13 minutos depois de Brittany Killgore ter entrado na viatura do suspeito, uma amiga da vítima recebeu uma SMS com a palavra «HELP» (ajuda-me). A mesma amiga tentou contactá-la várias vezes até receber uma nova SMS, a dizer que estava tudo bem e que estava numa festa. A destinatária da mensagem, no entanto, não acredita que tenha sido a amiga a escrevê-la.

Com base em todos os documentos recolhidos até agora, os procuradores estão convencidos que a vítima não participou voluntariamente nos jogos de sexo e que nem sequer conhecia os suspeitos antes de Louis Perez a ter ajudado naquela tarde.

O marine e as suas companheiras declararam-se inocentes e continuam detidos. A audiência preliminar está marcada para 21 de agosto.



Cristina Ferreira leu esta notícia

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