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Política
2012-06-20 17:38h

Nobre, um ano depois está bem longe de Portugal

Há precisamente um ano Fernando Nobre ficou a saber que os deputados portugueses não o queriam para presidente da Assembleia da República. Um ano depois, o candidato-maçon está bem longe de Portugal, depois de ter regressado ao cargo de presidente da Assistência Médica Internacional (AMI).

Foi a 20 de junho de 2011 que os deputados recém-eleitos tomaram posse, numa cerimónia rotineira no Parlamento. Pedro Passos Coelho passou por lá, assim como Francisco José Viegas ou Miguel Macedo, entre outros elementos do PSD e CDS-PP que um dia depois marcariam presença no Palácio da Ajuda para tomarem posse como novo Governo.

Mas aquele dia 20 foi um martírio para Nobre, que duas vezes foi a votação e duas vezes foi chumbado pelos seus pares. Já não houve uma terceira vez e o deputado independente pelo PSD ficaria sozinho, abandonado pelas circunstâncias. Pouco tempo depois renunciaria ao cargo, porque, tal como tinha dito durante a campanha eleitoral, só se candidatava porque havia a promessa de ser Presidente da Assembleia da República.

Presidente da AMI regressou à atividade humanitária, afastando-se dos holofotes políticos. Há um ano os deputados rejeitaram-no para Presidente da Assembleia da República Hoje, Fernando Nobre está no Brasil para participar na conferência Rio+20. A comitiva da AMI partiu para o Rio de Janeiro no dia 14 e continua por lá. Esta quarta-feira, o presidente da Associação participou num painel organizado pela EDP denominado «The Power of a Greener Economy».

Foi, aliás, um ano muito preenchido para Fernando Nobre, que se manteve na frente de batalha da AMI, com visitas a vários locais do mundo, como a Etiópia, o Haiti, o Bangladesh, o Burundi ou a Líbia. O médio ficou, assim, longe das discussões sobre o plano de austeridade, o aumento do desemprego, subida dos impostos ou a crise generalizada em Portugal.

Nobre renunciou ao cargo de deputado a 5 de Julho de 2011, tendo sido substituído pelo absolutamente desconhecido Ricardo Baptista Leite. Confessou tristeza, mas alegou que se sentia mais útil na acção humanitária: «É com alguma tristeza que me afasto das funções de recém-eleito deputado, mas estou certo e ciente de que serei, como já referi, mais útil aos portugueses, a Portugal e ao mundo na ação cívica e humanitária que constitui a minha marca identitária».

Fiel aos seus princípios, o presidente da AMI viu Assunção Esteves ser eleita Presidente da Assembleia da República à primeira e seguiu o seu caminho, longe dos holofotes e perto dos mais oprimidos.



João Maia Abreu leu esta notícia

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