O líder do PS defendeu que este sábado que o primeiro-ministro tem que explicar o que falhou na «receita» da austeridade do Governo e não afastou a hipótese de votar contra o Orçamento de Estado para 2013.
Em Barcelos, de visita à feira de artesanato local, António José Seguro voltou a afirmar que os compromissos assumidos com a «troika» são para cumprir ao «nível das metas», mas que «completamente diferentes são os caminhos para lá chegar».
O secretário-geral do PS escusou-se ainda a revelar o sentido de voto do partido na votação do próximo Orçamento do Estado, defendendo que o Governo «ainda não apresentou» sobre essa matéria qualquer proposta concreta.
Líder do PS diz discordar do caminho de «austeridade a qualquer custo» seguido pelo Governo
Segundo António José Seguro, o «compromisso com a 'troika' compromete todos os portugueses responsáveis e, em particular, o líder do PS com as metas», mas, salientou, «completamente diferentes são os caminhos para lá chegar».
O líder socialista disse que o Governo de Passos Coelho optou por um caminho de «austeridade a qualquer custo» e que esta opção está a resultar em «mais desemprego e menos economia».
Para Seguro, até o «objetivo central» apontado pelo Governo, e pelo qual «pediu tantos sacrifícios aos portugueses», fixar o défice deste ano em 4,5 por cento está em risco.
«O primeiro-ministro tem que vir explicar aos portugueses o que é que falhou na sua receita. É altura de vir explicar aos portugueses porque é que há tantos riscos quanto à concretização desse objetivo central da política do Governo», defendeu.
Questionado sobre o sentido de voto do partido que lidera na votação do próximo Orçamento do Estado, Seguro afirmou que «ainda não há propostas concretas».
«Eu só comento aquilo que são as propostas concretas do Governo e até ao momento o Governo ainda não apresentou nenhuma proposta concreta».
Quando estas forem apresentadas, adiantou, «o PS estudará essas propostas e pronunciar-se-á sobre elas».
| Manuel Luis Goucha leu esta notícia |