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Política
2012-08-10 09:16h

PGR vai investigar alegada espionagem do PCP

A Procuradoria-Geral da República promete analisar uma sugestão feita, esta semana, por Zita Seabra. A antiga dirigente do PCP acusa o partido de espionagem, dirigida a «tudo o que eram ministérios, sítios nevrálgicos e órgãos de poder».

A PGR explicou ao «Diário de Notícias» que «não deixará de exercer as suas competências», isto «caso exista fundamento legal» para isso.

Zita Seabra sugeriu em declarações na SIC Notícias a hipótese de o PCP ter usado, nos anos 80, uma empresa de ar condicionado para espiar vários organismos do Estado, através de microfones disfarçados em aparelhos colocados nos gabinetes.

Zita Seabra acusa partido de ter usado aparelhos de ar condicionado para espionar gabinetes do Estado No centro da polémica está a antiga FNAC - Fábrica Nacional de Ar Condicionado, do empresário Alexandre Alves, conhecido como «Barão Vermelho» e antigo militante comunista.

A ex-militante comunista garantiu que a empresa era «estratégica» para o PCP e financiada pela então República Democrática da Alemanha, tendo ainda associado o declínio da FNAC à queda do muro de Berlim.

Aos jornais, em reação, o PCP desvaloriza as declarações de Zita Seabra, defendendo que a antiga militante, expulsa do partido em 1988, «não merece crédito».

Já Alexandre Alves afirmou ao «Sol» que a história «é absurdamente falsa» e defende que nem sequer era a empresa que instalava os aparelhos de ar condicionado que fabricava e vendia.

Alexandre Alves é o empresário que já tinha sido notícia esta semana depois de o Governo ter anunciado a rescisão do contrato com a sua empresa RPP Solar para a construção de fábricas de painés fotovoltaicos em Abrantes, por incumprimento da empresa.



Henrique Garcia leu esta notícia
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