A troco de companhia e de uma renda simbólica, os estudantes que frequentam as universidades de Braga podem ficar alojados em casas de idosos da cidade. O objetivo desta iniciativa é, principalmente, combater a solidão dos mais velhos.
Trata-se do programa «Avóspedagem», promovido pelo Fundo Social, uma instituição particular de solidariedade social de Braga que tem por objetivo principal a promoção do bem-estar e igualdades sociais, nomeadamente o apoio à infância, à juventude, à invalidez e à população adulta, escreve a Lusa.
Além de combater a solidão dos seniores, o «Avóspedagem» pretende também ajudar os jovens estudantes com dificuldades em alojamento durante o seu percurso académico, contribuir para um convívio intergeracional e contrariar a desertificação do centro da cidade.
Programa «Avóspedagem» arranca em Braga
A filosofia é o estudante ficar hospedado no domicílio do sénior e pagar-lhe sobretudo com companhia, além de um «simbólico» valor monetário.
De acordo com o regulamento, os «senhorios» têm de ter mais de 60 anos, devem viver sozinhos ou acompanhados do cônjuge ou outro elemento familiar e ficam obrigados a respeitar o estudo dos «inquilinos».
Devem ainda dispor de «condições mínimas» para alojar o estudante, nomeadamente um quarto individual onde possa ter uma mesa de apoio ao estudo, instalações sanitárias com água quente, retrete, lavabo e duche ou banheira, uma cozinha onde o estudante possa confecionar as suas refeições e guardar os géneros em condições de higiene e de conservação.
Os estudantes não podem ter residência na cidade de Braga e devem estar disponíveis para ações de formação facilitadoras de boas práticas e respostas adequadas à população sénior.
Para a prossecução deste programa, o Fundo Social estabeleceu parcerias com a Comissão Social Inter-Freguesias do Centro Histórico de Braga, com as Comissões Sociais da Freguesia de São Lázaro, São Vicente e São Victor e com a Universidade do Minho e a Universidade Católica Portuguesa.
O Fundo Social é uma IPSS que começou por se destinar apenas aos trabalhadores municipais de Braga, mas atualmente todos podem ser sócios.
| Pedro Pinto leu esta notícia |