Durante três anos, a história parecia ter terminado com uma morte trágica. Charles Johnathen Harris, bombeiro dos Estados Unidos acusado de posse de material de abuso sexual de crianças, terá morrido afogado num acidente com um barco na Califórnia, em abril de 2023.
Mas agora, como escreve a CBS, o caso voltou a despertar a atenção das autoridades. O FBI admite que há circunstâncias relacionadas com a alegada morte que merecem ser investigadas mais profundamente, incluindo a possibilidade de esta ter sido encenada.
Harris era bombeiro e tinha sido acusado por um grande júri federal, em março de 2023, de posse de material de abuso sexual de crianças. Segundo a acusação, o material estaria guardado no seu iPhone.
A investigação terá começado depois de as autoridades federais receberem uma denúncia do National Center for Missing and Exploited Children. Os investigadores alegaram que Harris teria carregado esse material através da plataforma Kik, inclusive enquanto se encontrava em quartéis de bombeiros.
Morreu poucas semanas depois de ser acusado
Depois de se entregar às autoridades e comparecer perante um juiz, Harris acabou por ser libertado sob fiança, com restrições ao acesso à internet.
Menos de um mês depois, as autoridades dizem que terá morrido num acidente com um barco na Califórnia. Na altura, a morte foi tratada como um afogamento. Agora, porém, o FBI veio admitir que a versão dos acontecimentos poderá não estar completa.
Num comunicado divulgado esta semana, a polícia federal norte-americana afirmou que as circunstâncias da morte “justificam uma análise mais aprofundada”, incluindo a possibilidade de a morte ter sido encenada.
Mandado de detenção continua ativo
A suspeita ganhou ainda maior relevância porque existe atualmente um mandado de detenção federal contra Harris. O documento foi emitido depois de o homem não ter comparecido numa audiência judicial relacionada com o processo.