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A idade certa para dizer adeus ao álcool, segundo um neurologista

Depois desta idade, o álcool pode comprometer seriamente o cérebro

IOL
18 jul 2025, 10:42
Beber álcool
Beber álcool

O neurologista norte-americano Richard Restak lançou um alerta firme sobre os riscos do álcool no funcionamento do cérebro, contrariando uma série de estudos recentes que parecem minimizar os seus efeitos. Num artigo publicado no jornal britânico Daily Mail, o especialista defende que o consumo alcoólico, mesmo em quantidades consideradas leves ou moderadas, não oferece qualquer benefício à saúde neurológica.

“O álcool não afeta apenas a memória, afeta todas as funções cognitivas, o que, em fases mais avançadas, pode culminar em demência”, escreve o neurologista. Segundo o neurologista, o consumo regular compromete a saúde cerebral de forma progressiva, com efeitos que se intensificam ao longo dos anos.

No mesmo texto, Richard Restak cita uma investigação realizada em França, baseada na análise de mais de um milhão de casos de demência. A principal conclusão é clara: o consumo excessivo de álcool foi identificado como um dos principais fatores associados à doença, superando, inclusive, outras condições como hipertensão arterial ou diabetes.

Outro estudo, conduzido no Reino Unido e envolvendo 25 mil participantes, reforça esta perspetiva. Os investigadores observaram que não existe uma quantidade segura de álcool. Mesmo doses consideradas reduzidas foram associadas a alterações no cérebro que comprometem a memória e outras capacidades cognitivas.

Diante destes dados, Richard Restak é taxativo: há uma idade a partir da qual o álcool deve ser eliminado por completo da rotina. “Recomendo aos meus pacientes que suspendam totalmente o consumo até aos 70 anos, no limite. Aos 65, o número de neurónios já se encontra significativamente reduzido, e é precisamente nesta fase que se torna fundamental preservar as estruturas cerebrais que ainda restam”, afirma.

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