Comer esta fruta em qualquer época do ano é sempre bom. São práticas, doces e fáceis de comer, no entanto, as uvas sem grainha podem não ser tão saudáveis quanto parecem - e costumam ser mais caras. Ao contrário do que muitos pensam, estas variedades não surgem naturalmente: são fruto de cruzamentos seletivos e, por vezes, de técnicas laboratoriais que alteram a estrutura original do fruto.
De acordo com o site Mindfully Healthy Living, as uvas com grainha são mais nutricionalmente completas, fornecendo fibras, antioxidantes e nutrientes que podem não estar presentes nas sem grainha. As sementes contêm compostos como o resveratrol, associado à saúde cardiovascular e à redução de inflamações.
Já as uvas sem grainha continuam a ser uma opção saudável, fornecendo água, vitaminas e açúcar natural, mas com menor teor de fibra e menos compostos bioativos, considerados importantes para a saúde a longo prazo.
Para além disso, alguns métodos usados para produzir uvas sem sementes recorrem a hormonas vegetais e técnicas como o “embryo rescue”, um processo laboratorial que permite criar plantas viáveis a partir de embriões frágeis. Segundo indica o site Mindfully Healthy Living, estudos apontam que o uso de certas hormonas vegetais pode ter efeitos inflamatórios no organismo humano, embora sejam necessárias mais investigações.
Mesmo que sejam mais saborosas e práticas, as uvas sem grainha podem ter menos benefícios para a saúde e custar mais.