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"Vida de sofrimento": Veterinários apelam para que não se comprem cães destas raças

O apelo chega por parte dos veterinários britânicos do Royal Veterinary College e está relacionado com algumas das raças mais procuradas por quem quer adicionar um cão à sua família.

Fonte: IOL
15 jun, 13:07

Estamos a falar dos bulldogues ingleses, dos bulldogues franceses e dos ‘pugs’. De acordo com os especialistas britânicos, citados pela BBC, o buldogue tem o dobro dos riscos de problemas de saúde comparativamente com outras raças, de acordo com um estudo Royal Veterinary College.

O estudo, publicado na revista Canine Medicine and Genetics, comparou a saúde de milhares de bulldogs ingleses com outras raças. As queixas de saúde mais comuns foram infeções nas dobras da pele (38 vezes mais provável do que em outros cães), distúrbios oculares (26 vezes mais provável), protrusão da mandíbula inferior (24 vezes mais provável) e problemas respiratórios (19 vezes mais provável).

Os focinhos achatados destas raças podem causar uma "vida inteira de sofrimento" e os veterinários querem que as pessoas parem de comprar estas raças até que os problemas de reprodução sejam resolvidos.

Este apelo inclui também um pedido para que as pessoas parem de promover estas raças nas redes sociais através de fotografias, já que dispararam a sua popularidade na última década.

A moda conduziu a características físicas cada vez mais extremas, como o focinho mais achatado, a pele mais enrugada e corpo mais atarracado, tornando estes animais mais propensos a problemas de saúde e aumentando as preocupações com o seu bem-estar.

Por mais “fofos” que nos pareçam, devemos ter em mente que estes animais podem estar sujeitos a sofrimento: “A população tem um papel enorme a desempenhar ao exigir cães com conformações moderadas e saudáveis", disse à BBC, o especialista Dan O'Neill, um dos autores do estudo do Royal Veterinary College.

O bulldog inglês já foi uma raça musculosa e atlética, mas ao longo dos anos tornou-se um animal de estimação popular, com uma tendência para um crânio curto, mandíbula saliente, dobras cutâneas e uma estrutura atarracada.

"O que consideramos fofo do lado de fora, viver a vida como aqueles cães, é tudo menos fofo. É, em muitos casos, uma vida inteira de sofrimento”, sublinhou o especialista.

Já os tutores que já têm um cão destas raças devem estar muito atentos a problemas nos olhos, dificuldade em respirar e infeções nas dobras da pele, procurando aconselhamento veterinário ao mínimo sinal de alarme.

 

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