Passear cão
Passear cão

Lembre-se que o seu cão não tem sapatos: pavimento em Lisboa registou mais de 58 graus ao sol

IOL
2 jul., 14:53
Fonte: Agência Lusa
Mais 4 sugestões

Se o chão está demasiado quente para a mão, também está para as patas dos animais

Passear o cão nas horas de maior calor pode representar um perigo maior do que muitos donos imaginam. Uma campanha piloto de medição da temperatura das superfícies urbanas em Lisboa revelou que o pavimento betuminoso exposto ao sol atingiu os 58,3 ºC, uma temperatura suficientemente elevada para provocar queimaduras nas almofadas das patas dos animais.

Os dados foram recolhidos no âmbito do projeto TemperaturasLx, coordenado pela associação Vizinhos em Lisboa, que realizou medições entre os dias 12 e 17 de junho em nove freguesias da capital. Apesar de a temperatura do ar variar entre os 21 ºC e os 27 ºC durante esse período, algumas superfícies chegaram a registar valores 31 ºC acima da temperatura ambiente.

Embora o estudo tenha como principal objetivo identificar as chamadas "ilhas de calor" na cidade, os resultados servem também de alerta para quem passeia animais de companhia. Ao contrário das pessoas, os cães não usam calçado e estão em contacto direto com o pavimento, o que pode causar queimaduras dolorosas e obrigar a tratamento veterinário.

Os especialistas recomendam, por isso, que os passeios sejam feitos nas primeiras horas da manhã ou ao final do dia, quando o solo já arrefeceu. Outra forma simples de perceber se o pavimento está demasiado quente é fazer o chamado "teste da mão": se não conseguir manter a palma da mão no chão durante cerca de cinco segundos, então o piso também está demasiado quente para as patas do animal.

O projeto mostrou ainda que a presença de sombra faz uma diferença significativa. Enquanto a calçada portuguesa ao sol atingiu cerca de 41 ºC, à sombra não ultrapassou os 30 ºC. Já os relvados registaram temperaturas de aproximadamente 34 ºC ao sol e 26 ºC à sombra, demonstrando o efeito de arrefecimento proporcionado pelas árvores e pelos espaços verdes.

A associação defende que estes resultados reforçam a necessidade de aumentar as zonas arborizadas, criar mais áreas de sombra e instalar pontos de água na cidade, medidas que ajudam não só a proteger as pessoas, mas também os animais durante os períodos de calor extremo.

Navegue sem anúncios em todos os nossos sites e receba benefícios exclusivos!
TORNE-SE PREMIUM
RELACIONADOS