Com a chegada do fim do ano, já deve ter ouvido e dito a frase: “Este ano não passou a correr?”. A sensação de que o tempo acelera não é apenas subjetiva, a ciência explica por que, ao chegar a dezembro, os meses parecem ter voado.
Citado pelo site A24, um dos fatores mais importantes é a repetição de rotinas. O cérebro mede o tempo não com um relógio interno, mas pelo número de novas memórias que cria. Quando os dias se repetem, mesmos horários, trajetos e atividades, o cérebro “regista menos marcos” e, ao olhar para trás, o ano parece mais curto.
Por outro lado, experiências novas ou intensas, como mudanças, viagens ou eventos marcantes, tendem a expandir-se na memória, fazendo com que esses anos sejam recordados como mais longos.
A perceção do tempo também muda com a idade: para uma criança, um ano representa uma grande parte da vida; para um adulto, é apenas mais uma fração de uma história mais extensa. Essa diferença faz com que o tempo pareça passar mais rápido com os anos.
Para além disso, o cérebro adulto automatiza processos, reduzindo estímulos novos e reforçando a sensação de que o tempo corre. A dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer e à aprendizagem, também desempenha um papel: experiências novas ou emocionantes deixam marcas mais fortes na memória, enquanto a falta de novidades faz o tempo parecer comprimir-se.
Posto isto, ao decorar a árvore de Natal, trocar os presentes e preparar a ceia, talvez sintamos que o ano passou “num instante”, uma combinação de rotina, perceção temporal e a intensidade das experiências vividas ao longo dos últimos meses.