Crianças na praia
Crianças na praia

Se diz estas frases ao seu filho, pode estar a provocar ansiedade que chegará à idade adulta

IOL
8 jul., 15:22

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Arianna Berry, coach parental e criadora de conteúdos sobre parentalidade seguida por quase 900 mil pessoas no Instagram, partilhou uma reflexão que deve merecer a atenção das famílias. A especialista defende que a ansiedade nas crianças nem sempre nasce de grandes acontecimentos, mas pode ser alimentada por pequenas atitudes repetidas no dia a dia.

A maioria dos pais não pretende criar filhos ansiosos. No entanto, segundo Arianna Berry, é precisamente nas rotinas mais banais que, sem intenção, podem surgir comportamentos que aumentam o stress e a insegurança das crianças.

Num vídeo publicado no Instagram, a coach parental enumera dez situações comuns que, quando acontecem de forma consistente, podem contribuir para que uma criança desenvolva ansiedade.

Os 10 comportamentos que podem aumentar a ansiedade infantil

  1. Estar constantemente a apressar a criança ("Despacha-te! Vamos chegar atrasados outra vez!");
  2. Desvalorizar as emoções ("Está tudo bem. Não há motivo para ter medo.");
  3. Reagir de forma exagerada aos erros ("Outra vez? Não acredito que entornaste isso!");
  4. Controlar todos os passos da criança ("Não, deixa que faço eu. Vais estragar.");
  5. Esperar um comportamento perfeito em todas as circunstâncias, mesmo quando a criança está cansada ou sobrecarregada;
  6. Não manter rotinas consistentes, com horários de refeições, deitar ou atividades sempre diferentes;
  7. Recorrer ao medo como forma de disciplina ("Se continuares a chorar, vou-me embora.");
  8. Estabelecer regras inconsistentes, permitindo um comportamento num dia e repreendendo-o no seguinte;
  9. Reagir com pânico ou irritação em vez de transmitir calma;
  10. Expor a criança a conflitos constantes em casa, como discussões e gritos entre adultos.

"A ansiedade cresce em silêncio"

Na legenda da publicação, Arianna Berry sublinha que a ansiedade "raramente nasce de um grande momento". Em vez disso, considera que ela "cresce silenciosamente" através da pressa constante, das correções sucessivas, da pressão para corresponder às expectativas ou do medo de desiludir aqueles de quem a criança mais gosta.

A especialista recorda ainda que as crianças nem sempre conseguem verbalizar o que sentem. Em vez de dizerem "estou ansioso", podem manifestar-se através de frases como:

  • "Dói-me a barriga.";
  • "Não quero ir.";
  • "Vais ficar zangado comigo?";
  • "Podes ficar comigo?"

Para a coach, estes sinais passam muitas vezes despercebidos, não por falta de amor ou preocupação dos pais, mas porque estes vivem frequentemente cansados, sobrecarregados e a tentar gerir múltiplas responsabilidades.

O objetivo não é culpar os pais

A coach faz questão de esclarecer que a sua mensagem não pretende provocar sentimentos de culpa. "Não se trata de culpa. Trata-se de consciencialização", escreve. Na sua perspetiva, quando os adultos conseguem abrandar o ritmo, regular as próprias emoções e responder com serenidade em vez de urgência, criam um ambiente onde os filhos se sentem seguros.

 

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