A logística já não aparece apenas no fim da cadeia, quando é preciso transportar, armazenar ou distribuir. Para muitas empresas, entrou mais cedo nas decisões sobre fornecedores, tecnologia, custos e capacidade de resposta.
É nesse contexto que a APLOG - Associação Portuguesa de Logística prepara o 28.º Congresso de Logística, marcado para os dias 13 e 14 de outubro de 2026, no Taguspark, em Oeiras. O programa já está disponível e organiza dois dias de debate sobre as mudanças que atravessam o setor.
O tema desta edição é "Geopolítica e Logística: Cadeias em Transformação". A escolha acompanha uma realidade que as empresas têm sentido nos últimos anos: cadeias de abastecimento mais expostas a tensões internacionais, novas exigências tecnológicas, pressão sobre prazos e necessidade de adaptação.
Porque é que a logística está a mudar?
A logística tornou-se mais visível sempre que há uma falha. Um atraso numa rota, uma rutura de stock, uma alteração no custo da energia ou uma mudança nas regras comerciais pode chegar rapidamente à produção, às lojas e ao consumidor final.
Mas a mudança não vem apenas da geopolítica. A inteligência artificial, a automação e a digitalização também estão a alterar a forma como as empresas planeiam, armazenam, transportam e distribuem. Em muitos casos, o desafio já não é só fazer chegar produtos ao destino. É conseguir antecipar problemas, decidir com melhor informação e responder mais depressa.
Segundo o enquadramento oficial do congresso, a discussão vai passar pelo impacto das dinâmicas geopolíticas, da IA, da automação e da digitalização na gestão das cadeias de abastecimento.
O que está previsto no programa?
Ao longo de dois dias, o congresso vai reunir especialistas, líderes e profissionais da área para partilhar conhecimento, experiências e novas perspetivas sobre os caminhos que a logística está a seguir.
A APLOG aponta para um modelo com sessões plenárias, painéis de debate, casos de estudo, demonstrações tecnológicas e momentos de contacto profissional. O objetivo é criar um espaço onde diferentes entidades possam comparar experiências e perceber que respostas começam a ganhar espaço no setor.
O congresso deverá juntar cerca de 400 participantes de toda a cadeia de valor logística. A lista inclui indústria e fabricantes, operadores logísticos e transportadores, distribuição, grossistas e retalhistas, autoridades públicas, reguladores, consultoras, fornecedores de soluções tecnológicas e fabricantes de veículos e equipamentos.
Quem pode participar?
O congresso dirige-se a profissionais, empresas e estudantes ligados à logística, à gestão da cadeia de abastecimento e a áreas próximas. As inscrições estão disponíveis em três modalidades: coletiva, individual e estudante.
O programa completo pode ser consultado no site da APLOG, onde também estão disponíveis os formulários de inscrição. Para empresas e profissionais que acompanham o setor, a edição deste ano funciona como uma oportunidade para perceber que tendências estão a ganhar força e que conversas começam a influenciar decisões operacionais.
Inscrição Coletiva: Saiba mais aqui
Inscrição Individual: Saiba mais aqui
Inscrição Estudante: Saiba mais aqui
O que fica em discussão?
O futuro da logística não passa só por novas ferramentas. Também depende da forma como empresas, operadores, fornecedores, reguladores e profissionais interpretam mudanças que chegam de vários lados ao mesmo tempo.
Nos dias 13 e 14 de outubro, em Oeiras, a APLOG vai juntar essa conversa num só espaço. Para o setor, o congresso chega num momento em que rapidez, informação e capacidade de adaptação fazem parte do trabalho diário de quem compra, produz, transporta, armazena e distribui.
Que papel tem a APLOG?
A APLOG é a entidade organizadora do congresso e uma associação ligada ao desenvolvimento da logística em Portugal. O congresso é uma das iniciativas em que junta profissionais, empresas, especialistas e decisores para discutir temas comuns ao setor.
Esse papel de ponto de encontro é relevante porque a logística raramente depende de uma só área. Uma decisão tomada na compra pode afetar o armazém. Uma escolha tecnológica pode alterar a operação. Uma alteração internacional pode obrigar a rever fornecedores, stocks ou rotas.
Ao colocar estes temas em debate, a associação procura aproximar diferentes partes da cadeia e dar visibilidade a questões que já entram na gestão diária das organizações.