Depois de uma semana caótica, que acabou por ditar a expulsão da Teresa, a casa do Big Brother All Stars voltou a abrir portas para uma nova concorrente. Daniela Santos é a nova habitante e, pelo que já se percebeu, podemos estar perante mais uma concorrente capaz de incendiar a relação com Catarina Miranda. E, sinceramente, confrontos entre estas duas não me parecem ser coisa que vá faltar!
Se nos últimos comentários tenho sido bastante crítico em relação à postura de Francisco Monteiro, por sentir que estava a dar pouco ao jogo e a assumir, por vezes, uma postura de “menino mimado”, desta vez tenho de lhe tirar o chapéu. Ainda tem dificuldade em gerir as emoções, é verdade, mas conseguiu dar a volta à situação, entrar no jogo e, sobretudo, mostrar porque é que é um verdadeiro vencedor de reality shows. Quando é preciso jogar, joga.
Agora… não há volta a dar: tenho mesmo de falar do Luís. Para mim, o Luís é um verdadeiro rastilho de pólvora, sempre prestes a explodir por coisas mínimas. E o problema é que, enquanto jogador, vejo muito pouco. Uma coisa é ser intenso, frontal e conflituoso dentro da dinâmica de um reality show. Outra, bem diferente, é assumir comportamentos agressivos e uma postura que, na minha opinião, ultrapassa os limites aceitáveis numa casa onde é preciso saber viver em comunidade.
O Luís parece não saber parar. Reage por tudo e por nada, eleva o tom, confronta e transforma situações banais em verdadeiros incêndios. E isso pode até criar televisão, mas não significa necessariamente que seja bom jogo. Há uma diferença entre dar conteúdo ao programa e simplesmente não saber estar.
E já que estamos a falar de quem não sabe estar, deixo também uma crítica a alguns concorrentes que parecem esquecer-se constantemente de que estão numa conversa com o Big, com a Maria e, acima de tudo, com o público. Interrompem, atropelam-se a falar, são avisados para falarem um de cada vez… e parece que ninguém entende português! É preciso saber ouvir para depois saber responder.
E depois temos o Pedro. Será que é mesmo aquela pessoa inocente, ingénua e aparentemente alheada de tudo aquilo que acontece à sua volta? Para mim, não é.
Acredito que o Pedro sabe perfeitamente o que está a fazer. Esta postura de “eu não percebo nada”, de inocente que parece estar sempre surpreendido com as consequências dos seus próprios atos, pode muito bem ser uma estratégia. E se for, é uma estratégia bastante inteligente. Porque permite-lhe fazer determinadas coisas e, depois, esconder-se atrás dessa suposta ingenuidade para justificar comportamentos que, para mim, estão longe de ser inocentes.
Agora vamos às plantas da casa. Achei péssimo ver, em plena gala, vários “vasos" espalhados pelo sofá da sala. E sim, estou a falar da Jéssica e da Ana. Alguém dá por elas dentro daquela casa? Ninguém!
Não fazem rigorosamente nada. E num All Stars, isso é ainda mais difícil de aceitar. Estamos a falar de concorrentes que deveriam ter personalidade, jogo, opinião e capacidade para marcar uma edição. Mas, até agora, vejo muito pouco ou nada!
E não são as únicas. Os Diogos também parecem estar a ocupar lugares de planta. E confesso que ainda me surpreende que Diogo Marcelino tenha ficado a salvo da expulsão, enquanto foi Joana Sobral quem acabou por abandonar a casa.
Para mim, a regra é simples: quem não marca posição, quem não se envolve e quem não vai a jogo… sai. Ponto final. Isto é um All Stars. Não é um retiro espiritual!
E termino com uma coisa de que tenho mesmo saudades: as salvações dos nomeados às quintas-feiras. Porquê? Porque havia uma coisa fundamental: o concorrente salvo era conhecido pela casa. E isso mexia, e muito, com a dinâmica dos jogadores durante o resto da semana.
Aliás, confesso que adoraria ter visto a reação de Catarina Miranda e do Miguel Vicente ao descobrirem que Francisco Monteiro tinha sido o primeiro salvo.
Opinião | Big Brother All Stars: A verdade sobre o Luís, o Pedro e as plantas da casa
Fábio Belo
21 set., 10:53