Os concorrentes têm conseguido prender cada vez mais espetadores ao pequeno ecrã. A gala de ontem foi de cortar a respiração com tanto dramatismo. Para aliviar o ambiente, lá tínhamos o Bruno de Carvalho vestido de vaca (sim, leste bem) e o Eduardo Ferreira com ar de quem ia para um resort nas Maldivas, mas aterrou na Malveira.
Se no parágrafo anterior fiz um elogio (vá, um elogiozito) a este lote de concorrentes, agora tenho de dizer que parecem crianças em férias grandes: sempre a quebrar regras. E claro, depois levam uns “puxões de orelhas” disfarçados de sanções. Não estará mais do que na hora de levarem uma penalização a sério? E o Big? Bem, o Big precisava de trocar o tom paternalista por um tom de sargento. É só uma sugestão.
Agora, a pergunta que ninguém fez mas todos pensam: será que a Catarina Miranda é obcecada pelo Afonso? Eu cá acho que não. Obcecada, não. Estratégica? Claramente. A rapariga percebeu que, usando o Afonso, consegue fazer ricochete e atingir meio elenco. Jogada de mestre, por muito que nos custe admitir.
O Viriato passou semanas a apanhar bonés, leia-se, a passear-se pela casa como se estivesse num spa de luxo, a ver a vida passar. Mas com a entrada do Bruno de Carvalho, lá apanhou boleia no enredo e começou finalmente a mexer-se. Está a ganhar espaço, é um facto. Só falta abrir a boca nos diretos com mais frequência. Até pode vir a ser um jogador cinco estrelas… ou pelo menos três e meia.
A Kina foi, nas primeiras semanas, a estrela inesperada deste Big Brother. O público rendeu-se. Mas entretanto perdeu-se algures entre tachos e panelas. Está na cozinha mais tempo do que o chef. É divertida, sim. É jogadora? Às vezes. Mas não chega. Cozinhar bem não garante lugar no pódio. E digo-vos já: para mim, quem devia ter saído ontem era ela. Em vez disso, mandámos embora o João, sim, aquele que além de ter boa figura, ainda mexia com a casa. Prioridades trocadas? Talvez.
E para fechar esta crónica com chave de ouro, tenho de falar da Daniela, que ontem me tirou do sério. Repetiu o guião. Depois da expulsão do João, fez aquele número dramático de “quero sair”. Lá foi para o confessionário, toda emocionada, dizer que já não aguentava mais. E o Big e a Maria Botelho Moniz a perguntarem se queria ficar ou sair, como se fosse a primeira vez que a moça ameaçava saltar fora. Desculpem, mas quem diz que quer sair... leva-se até à porta. Sem dramatismos. Quer palco? Vá para a telenovela das nove.