OPINIÃO | Big Brother Verão: Raquel não aceita um "não" e Miguel prova que não sabe jogar
Raquel e Nuno colocam um ponto final na relação. Recorde os momentos mais marcantes
Histórias mais marcantes dos concorrentes do Big Brother Verão
"Há muito ego, muita superioridade moral e pouca capacidade para aceitar um simples 'não'"
Passou um mês desde a estreia do Big Brother Verão e, finalmente, tivemos uma gala com conteúdo orgânico. Sim, leram bem: orgânico. Sem empurrões da produção, sem provocações forçadas e sem aquelas dinâmicas que parecem ter sido escritas cinco minutos antes de entrarem no ar. Foi uma gala em que os concorrentes fizeram o trabalho que lhes compete fazer: dar conteúdo.
Logo no início, o Nuno foi o primeiro salvo do lote de nomeados e voltou a confirmar aquilo que já se percebe há várias semanas: continua a ser um dos grandes favoritos dos portugueses. E isso parece incomodar algumas pessoas dentro da casa. A Raquel, por exemplo, parece acreditar que é a última bolacha do pacote. Como o Nuno deixou claro que não tinha interesse nela, então também não pode ter interesse na Sara? Mas desde quando é que rejeitar uma pessoa obriga alguém a ficar solteiro para sempre? Esta reação diz mais sobre a Raquel do que sobre o próprio Nuno. Há muito ego, muita superioridade moral e pouca capacidade para aceitar um simples "não". A verdade é que, dentro daquela casa, ninguém está acima de ninguém. Nem a Raquel.
Entretanto, a aproximação entre Boris e Joana continua a monopolizar atenções. É tema de conversa dentro da casa, fora da casa, nas redes sociais e até entre quem jura que já não vê o programa. O público, como sempre, fez o seu julgamento e a Joana acabou por ser a expulsa da semana. E sejamos honestos: para além desta história com o Boris, o que é que a Joana realmente acrescentava ao jogo? Pouco ou nada. Era uma das concorrentes mais apagadas deste elenco e a sua saída dificilmente deixará um vazio.
Na semana passada disse que estava expectante com a liderança da Sara e não me enganei. Foi, até agora, a melhor líder desta edição. Mexeu com a casa, criou dinâmicas, expôs estratégias e não teve medo de se comprometer. Jogou. E é precisamente para isso que os concorrentes entram naquele programa. Não é para fazer férias com câmaras nem para construir uma imagem de santinho. É para jogar e lutar pelo prémio final.
Já o Miguel conseguiu fazer algo extraordinário: transformar uma vantagem numa demonstração de falta de visão estratégica. Um concorrente que decide iniciar as nomeações com dois votos está, na prática, a oferecer uma bóia de salvação aos adversários. Onde está a ambição? Onde está a vontade de ganhar? O objetivo do jogo é eliminar concorrentes, não protegê-los. Mas o melhor ainda estava para vir. Por coincidência das coincidências, o Miguel acabou por conquistar a liderança da semana. E assim passámos do 80 para o 8.
Se a liderança da Sara trouxe movimento, estratégia e entretenimento, a do Miguel promete exatamente o contrário. Falta-lhe pulso, falta-lhe leitura de jogo e, acima de tudo, falta-lhe estofo para liderar. O resultado? Tudo indica que teremos uma semana caótica. E, neste caso, caótica não significa emocionante. Significa apenas desorganizada.