Os crimes de contrafação e de passagem de moeda falsa diminuíram quase 32% no último ano, mas o mais recente Relatório Anual de Segurança Interna, partilhado por uma reportagem feita pela TVI, alerta para uma nova tendência: o aumento da compra de notas falsas através da internet, muitas delas com origem na China.
Atualmente, o acesso a este tipo de ilegalidade tornou-se mais simples. Com apenas uma ligação à internet, é possível adquirir notas falsas em plataformas comerciais online, sobretudo chinesas, onde são vendidos maços de notas de diferentes valores, entre os 5 e os 100 euros, por preços reduzidos.
De acordo com o relatório de 2025, apesar da descida global deste tipo de criminalidade, tem-se verificado um crescimento nas encomendas feitas online. Este fenómeno está associado a redes que operam através da dark web, redes sociais e plataformas de comércio digital, facilitando o acesso a moeda contrafeita.
Grande parte destas notas apresenta características que permitem a sua identificação relativamente fácil. São consideradas contrafações grosseiras, com alterações no design, textura diferente do papel e ausência de elementos de segurança. Ainda assim, continuam a ser uma preocupação para as autoridades.
A Autoridade Tributária tem conseguido intercetar muitas destas encomendas antes de entrarem em circulação. No entanto, o alerta maior recai sobre notas falsas com origem em Itália, que apresentam um nível de sofisticação superior. Estas imitações conseguem reproduzir alguns elementos de segurança de forma convincente, sendo frequentemente detetadas apenas depois de já estarem em circulação.
As autoridades sublinham a importância da vigilância e da literacia financeira dos cidadãos, reforçando a necessidade de verificar atentamente as notas, sobretudo em transações em dinheiro, para evitar a propagação de moeda falsa.