A Polícia Judiciária (PJ) lançou um alerta para uma burla telefónica que está a atingir diversos cidadãos e que utiliza o nome de autoridades policiais para tentar enganar as vítimas.
Como funciona esta burla?
Segundo a PJ, várias pessoas têm recebido chamadas telefónicas automáticas nas quais uma gravação, em língua inglesa, informa que o contacto está a ser efetuado em nome da Polícia Judiciária ou da Europol.
O que acontece durante a chamada?
Durante a chamada, a suposta mensagem pede ao destinatário para selecionar uma das opções disponíveis para falar com um alegado "inspetor".
Quando começa a tentativa de fraude?
É nesse momento que começa a tentativa de fraude.
O que dizem os burlões às vítimas?
Após estabelecer contacto com o suposto agente, a vítima é informada de que a sua conta bancária está a ser utilizada num esquema fraudulento ou associada a atividades criminosas.
Qual é o objetivo dos criminosos?
Os burlões tentam então convencer a pessoa de que o seu dinheiro está em risco e recomendam a transferência imediata dos fundos para alegadas "contas seguras", apresentadas como uma forma de proteger as poupanças.
O objetivo é levar a vítima a transferir voluntariamente o dinheiro para contas controladas pelos criminosos.
Como se chama este tipo de esquema?
Este tipo de esquema é conhecido como "vishing", uma combinação das palavras "voice" (voz) e "phishing", e consiste em utilizar chamadas telefónicas para obter informações pessoais, dados bancários ou realizar transferências fraudulentas.
O que deve fazer se receber uma destas chamadas?
Perante este tipo de contacto, a Polícia Judiciária recomenda que os cidadãos não forneçam quaisquer dados pessoais, bancários ou códigos de segurança e que não sigam as instruções transmitidas durante a chamada.
Deve denunciar a situação?
As autoridades aconselham ainda a registar o número de telefone utilizado no contacto e a denunciar a situação junto da Polícia Judiciária ou de outra força de segurança.
A PJ pede transferências bancárias por telefone?
A PJ recorda que nenhuma autoridade policial pede transferências bancárias para "contas seguras" nem solicita dados confidenciais por telefone.