Até nas funções mais exigentes e com mais responsabilidade é possível adotar hábitos para nos defendermos da exaustão. Julia Arndt, coach especializada em ajudar profissionais em burnout, aponta algumas estratégias para “ganhar” tempo de qualidade em semanas exigentes do ponto de vista profissional.
A especialista sublinha que uma semana de férias por ano não resolve o burnout crónico. Mais do que fugir temporariamente do trabalho, o que realmente faz diferença é criar equilíbrio no dia-a-dia. Uma performance excelente não nasce de momentos pontuais de recuperação, mas sim da estabilidade emocional ao longo da própria semana de trabalho.
Neste sentido, Julia Arndt recomenda hábitos simples que podem transformar a forma como trabalha e vive:
- Deixe de responder imediatamente a tudo. A disponibilidade constante mantém o corpo em estado de alerta, por isso, atrasar respostas entre 30 a 60 minutos pode ajudar a reeducar o sentido de urgência e reduzir a pressão.
- Questione cada convite para reuniões. Não é apenas tempo que está em causa. As reuniões fragmentam a atenção e quebram o foco. Recusar apenas uma reunião por dia pode devolver-lhe várias horas de concentração real.
- Reserve um bloco de tempo inegociável só para si. Pensar, planear e refletir faz parte da produtividade e da liderança. Proteger pelo menos uma hora por semana para este tipo de trabalho estratégico pode fazer toda a diferença.
- Antes de iniciar qualquer tarefa, defina claramente o que é “bom o suficiente”. O perfeccionismo, muitas vezes visto como excelência, pode ser apenas um sinal de desregulação e excesso de exigência. Estabeleça um ponto final desde o início e permita-se parar quando lá chegar.
- Separe momentos de comunicação de momentos de criação. Agrupar emails e mensagens, em vez de responder constantemente, e garantir diariamente um bloco de 60 a 90 minutos de concentração profunda ajuda o cérebro a trabalhar com mais clareza e tranquilidade.
- Reduza a tendência para explicar em excesso. Explicar demasiado é, muitas vezes, um comportamento de defesa. Respostas mais curtas e diretas ajudam a estabelecer limites mais saudáveis e eficazes.
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