Com a chegada das temperaturas negativas, proteger os canos das habitações tornou-se uma prioridade para quem vive em regiões de frio extremo. Os especialistas alertam que a congelação da água nos tubos não depende apenas do termómetro, mas de vários fatores, como o material do cano, a sua localização e o tempo de exposição ao frio intenso.
De acordo com o site El Economista, canalizadores explicam que o limiar crítico de congelamento situa-se nos -6 °C. A partir desta temperatura, o calor residual da casa e o isolamento deixam de ser suficientes para evitar que a água estagnada dentro dos canos congele. Em locais ventosos, o processo pode ser ainda mais rápido, aumentando o risco de rupturas.
Contrariamente ao que se pensa, os canos não rebentam no ponto exato onde o gelo se forma. Quando a água congela, expande cerca de 9%, deslocando a água restante para zonas fechadas da tubagem e criando pressão hidrostática elevada. Esta pressão pode superar a resistência do material, seja cobre, PVC ou PEX, provocando fissuras do cano, geralmente em cotovelos ou junções distantes do ponto de congelamento inicial.
O tipo de material também influencia a vulnerabilidade: os canos de cobre conduzem bem o frio, mas são mais ducteis; os de PVC ou PEX funcionam como isolantes naturais, com o PEX a ser o mais resiliente, capaz de expandir-se e recuperar a forma sem romper. Tubos em garagens, câmaras de ar ou sob o solo exterior são especialmente críticos.
Para evitar problemas, os especialistas recomendam medidas simples e eficazes: deixar uma torneira a pingar ligeiramente para aliviar a pressão interna e utilizar coberturas de espuma de polietileno de célula fechada, que retardam a congelação e dão tempo até que o sol aqueça os tubos novamente.