Joana descobriu que tinha um cancro durante a amamentação
Joana descobriu que tinha um cancro durante a amamentação

Mulher descobre que tem cancro da mama enquanto amamentava a filha: "Não quero que vivam sem a mãe"

IOL
2 ago., 09:01

A história deixou o País emocionado

Joana é a protagonista de uma história que emocionou o País. A jovem esteve no programa Dois às 10, onde partilhou um dos episódios mais marcantes da sua vida: a morte da mãe, vítima de um acidente, quando tinha apenas três anos. Uma perda que a acompanha até hoje e que, perante a doença, voltou a ganhar um novo significado. "Eu disse às médicas que não podia morrer porque tinha duas filhas para criar", confessou.

Antes de receber o diagnóstico, Joana já tinha atravessado uma transformação profunda. Após realizar uma cirurgia bariátrica, conseguiu perder cerca de 60 quilos, adotou hábitos de vida mais saudáveis e estava, inclusivamente, a treinar com o objetivo de participar numa maratona.

A filha mais nova alertou para os primeiros sinais

Os primeiros indícios de que algo não estava bem surgiram durante o período de amamentação da filha mais nova, Matilde, de dois anos. Joana reparou que a menina recusava a mama direita e, pouco tempo depois, começou a detetar alguns nódulos.

A confirmação da doença chegou a 20 de maio. Foi diagnosticada com cancro da mama triplo positivo e soube ainda que existiam metástases nos gânglios das axilas, além da suspeita de um tumor oculto na outra mama. Terminada a quimioterapia, será submetida a uma cirurgia a ambas as mamas.

"Não queria que as minhas filhas passassem pelo que passei"

Mãe de Bianca, de cinco anos, e de Matilde, de dois, Joana admite que o maior medo desde que recebeu a notícia da doença está relacionado com o futuro das filhas. "Não queria que as minhas filhas passassem pelo que passei e vivessem sem mãe", desabafou.

"Não quero que vivam sem a mãe": Mulher portuguesa descobre cancro da mama durante a amamentação. A jovem revelou ainda que o tratamento implicará uma menopausa induzida, retirando-lhe a possibilidade de voltar a engravidar. "Este capítulo foi fechado, mas não tive a liberdade de o fechar. Isso custa."

Ao longo deste processo, Joana reconhece que os efeitos dos tratamentos limitaram a sua capacidade para cuidar das filhas como desejava. Nesse período, tem contado com o apoio incondicional do companheiro, Mauro. "O Mauro é o meu braço direito e esquerdo."

Apesar das dificuldades, mantém-se focada na recuperação. A vontade de vencer a doença é alimentada, sobretudo, pelo desejo de continuar presente na vida das filhas e de lhes dar aquilo que ela própria perdeu demasiado cedo: o carinho e a presença da mãe.

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