Foi no ano passado que Jolene Eddy reparou que o marido estava a “andar como se estivesse embriagado”. Suspeitaram de síndrome vertiginoso e, por isso, foram ao otorrinolaringologista, que acabou por pedir uma ressonância magnética.
O exame viria a revelar o pior: Spencer Eddy tinha um tumor cerebral do tamanho de um limão, como relata a revista People. Trata-se de um meduloblastoma, um tumor maligno que impede a coordenação de movimentos.
“Disseram que não sabiam como ainda conseguia andar e falar, e como não tinha sofrido um AVC”, recorda Jolene, citada pela revista norte-americana. Uma semana depois, Spencer foi submetido a uma cirurgia de 10 horas e os médicos conseguiram remover 85% do tumor. A partir de então, passou a precisar de terapia da fala e fisioterapia para reaprender a andar e a falar.
E foi a viver este drama que Jolene sofreu o choque de descobrir que ela própria estava com cancro da mama. “Fiquei completamente arrasada”, recorda. “Ficámos devastados e com muito medo do que aconteceria aos nossos filhos”, pode ler-se no mesmo artigo da People. “Se um dos seus pais morre, tem outro com que contar. Mas se os dois morrem, não tem ninguém.”
Enquanto o marido fazia quimioterapia, Jolene foi submetida a uma mastectomia dupla, com um pós-operatório complexo, mas que indica que vá recuperar.