Comprar em segunda mão pode representar uma poupança significativa para os consumidores, sobretudo em categorias de elevado valor como automóveis, motas e equipamentos eletrónicos.
Outros artigos:
Startup Pombal promove concurso de empreendedorismo
Estas são as cinco tendências que estão a transformar os espaços de trabalho
Optar pela compra de produtos em segunda mão permite poupar centenas ou mesmo milhares de euros face à compra de artigos novos, com uma poupança média de 2.890 euros num automóvel, 1.539 euros numa mota e 532 euros num computador portátil. A conclusão é do Impact Report FY26, do Grupo OLX, que sublinha ainda que além do impacto na carteira, mais de 5,9 milhões de transações de produtos usados contribuíram para evitar 1,78 milhões de toneladas de CO₂eq.
Pedro Soares, Head of Sales do Standvirtual, constata que “o mercado de usados ganha cada vez mais relevância, não só por oferecer soluções acessíveis aos consumidores, mas também por prolongar a vida útil dos veículos e seus componentes”. Afirma, ainda que “estes dados evidenciam que optar por um automóvel em segunda mão representa uma poupança significativa para o comprador e cria valor para o vendedor. Além do impacto económico, este mercado contribui positivamente para a redução do consumo de recursos, energia e emissões ambientais”.
Este relatório revela também que nos equipamentos eletrónicos, a compra em segunda mão pode significar uma poupança média de 532 euros num computador portátil, 413 euros num smartphone, 222 euros numa televisão e 194 euros num tablet. Os cálculos têm em consideração o facto dos produtos em segunda mão poderem ter uma vida útil inferior à dos artigos novos.
A par dos benefícios económicos para quem compra, também os há para quem vende. O Impact Report FY26 fez as contas e mostra que, por exemplo, a venda de um automóvel em segunda mão pode representar, em média, um encaixe de 8.537 euros, e de uma mota, 2.676 euros. No caso dos equipamentos eletrónicos, os valores médios de venda situam-se em 218 euros para um portátil, 217 euros para um smartphone, 168 euros para um tablet e 98 euros para uma televisão.
Só nesta categoria - que inclui smartphones, tablets, computadores portáteis e televisões - foram realizadas no Grupo OLX (de 1 de abril de 2025 e 31 de março de 2026), 2,3 milhões de transações que permitiram aos vendedores obter 311 milhões de euros e aos compradores poupar cerca de 350 milhões de euros, comparativamente à compra de produtos novos.
Além do impacto económico, este relatório - que analisou Portugal, Polónia, Bulgária, Roménia, França, África do Sul e Ucrânia - também destaca o contributo da compra e venda de produtos usados para a economia circular. A reutilização prolonga a vida útil dos artigos, adiando a produção de novos bens e reduzindo o consumo de recursos naturais e as emissões associadas.
No total dos sete países analisados foram realizadas mais de 5,9 milhões de transações de produtos em segunda mão nas categorias de eletrónica, veículos e peças automóveis. Transações que contribuíram para evitar o consumo de 155 mil milhões de litros de água, 861 mil toneladas de materiais, 31,9 milhões de GJ de energia – o equivalente ao consumo anual de cerca de 1,3 milhões de pessoas em França – e 1,78 milhões de toneladas de CO₂eq.
Por exemplo, a transação de um smartphone usado evita, em média, 35 kg de CO₂eq, poupa 2.200 litros de água e 530 MJ de energia. No segmento automóvel, cada veículo usado comprado representa uma poupança média estimada de 1.262 kg de CO₂eq, 119 mil litros de água, 697 kg de materiais e 23.316 MJ de energia. Por sua vez, as peças automóveis usadas permitem, por transação, poupar 62 kg de CO₂eq, 2.290 litros de água, 9,6 kg de materiais e 952 MJ de energia.
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders