Esta cidade portuguesa construiu quase 50 casas de renda baixa em módulos
Esta espécie de prédio da Lego faz com que seja mais rápido construir e de forma sustentável
Está prestes a nascer um novo complexo habitacional pensado para responder a um dos maiores problemas das famílias portuguesas: encontrar uma casa com uma renda que não esmague o orçamento ao fim do mês. A iniciativa é do município da Amadora e o empreendimento fica no Cerrado da Mira, na freguesia da Mina de Água.
A autarquia vai disponibilizar 48 habitações de renda reduzida, num modelo que tem chamado à atenção pela construção do edifício em módulos. Uma espécie de Lego que faz com que seja mais rápido construir e de forma sustentável.
Grande parte das casas foi construída através de módulos pré-fabricados e com recurso à madeira, numa solução considerada inovadora no município. Em vez da tradicional obra longa, pesada e cheia de desperdício, este modelo aposta numa construção mais limpa, rápida e eficiente.
De acordo com informação no site da autarquia, o complexo terá 46 apartamentos T1 e dois T2, no total. O objetivo passa por ajudar sobretudo pessoas e famílias que continuam sem conseguir suportar os preços do mercado imobiliário atual. A renda será calculada em função dos rendimentos do agregado familiar, garantindo que a taxa de esforço não ultrapassa os 35% do rendimento mensal.
O projeto integra a Estratégia Local de Habitação da Amadora e foi financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento superior a 7 milhões de euros, pode ler-se no site da autarquia.
A construção do Cerrado da Mira destaca-se também pela componente ecológica. O sistema utilizado reduz significativamente o desperdício de materiais, o ruído da obra e a pegada de carbono. Segundo os dados divulgados pelo município, este modelo permite menos 70% de resíduos de construção e reduz em mais de metade a poluição sonora associada às empreitadas tradicionais.
Além disso, como grande parte dos módulos é produzida previamente em fábrica, o tempo de construção torna-se bastante mais curto. Isto ajuda não só a acelerar a entrega das habitações como também a reduzir custos e impacto ambiental.