Valor pedido pelas casas em Lisboa baixou ligeiramente no 2.º trimestre
Valor pedido pelas casas em Lisboa baixou ligeiramente no 2.º trimestre

Valor pedido pelas casas em Lisboa baixou ligeiramente no 2.º trimestre

Doutor Finanças
31 jul., 15:26

Observatório do Doutor Finanças mostra que o preço dos anúncios caiu em Lisboa, mas o distrito continua a ser o mais caro do país

O preço do metro quadrado (m2) dos anúncios de casas no distrito de Lisboa caiu 3,3% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. De acordo com o Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças, esta evolução está em linha com a registada a nível nacional, na qual se assitstiu a um recuo de 3,4% no preço anunciado do metro quadrado.

Apesar deste ligeiro recuo no preço anunciado, a taxa de esforço das famílias mantém-se elevada. Para pagar a prestação de um apartamento T2 na capital, um casal com um salário médio tem de gastar mais de metade do rendimento.

É importante destacar que os valores deste observatório se baseiam em preços anunciados, não correspondendo necessariamente a preços efetivos de transação.

Apesar da descida, não há nenhum distrito tão caro como Lisboa

O preço dos anúncios caiu entre abril e junho, mas isso não impede que o distrito de Lisboa continue a ser o mais caro do país. A diferença para a média nacional é grande, e chega a ser de quase 3.000 euros/m2 na tipologia T0 (6.035€ /m2 contra 3.276€ /m2).

A diferença mais curta é a da tipologia T2 (5.698€ /m2 contra 3.953€ /m2). Já os imóveis T1 são aqueles em que o preço do m2 anunciado é mais caro: 6.654 euros no distrito de Lisboa e 4.436 euros a nível nacional.

Ainda assim, se nas regiões mais caras, como Lisboa, Setúbal ou Região Autónoma da Madeira, os preços desceram, nas regiões mais baratas registou-se o movimento inverso. Foi o que aconteceu, por exemplo, em Viseu, Santarém e Portalegre.

Índice de acessibilidade melhorou no segundo trimestre

O Índice de Acessibilidade Habitacional (IAH), que mede a relação entre o rendimento médio de um agregado e a prestação mensal de um crédito habitação, melhorou tanto em Lisboa como na média nacional na compra de um apartamento T2.

No primeiro caso, o IAH aumentou de 1,67 em março para 1,91 em julho. Já a nível nacional passou de 2,01 para 2,05.

No caso das moradias T3 apenas houve melhorias em Lisboa: passou de 1,25 para 1,34. A nível nacional houve uma ligeira descida, de 1,90 para 1,89.

Importa referir que quanto mais elevado for o IAH, maior é a capacidade financeira das famílias para suportarem a prestação do crédito habitação.

Pagar a prestação continua a exigir gastar mais de 50% do rendimento

Se os valores dos anúncios correspondessem exatamente ao preço de venda, a prestação média de um apartamento T2 em Lisboa seria de 1.425 euros por mês, bastante acima da média nacional (1.153 euros).

Neste caso, um casal teria de gastar 52% do rendimento mensal no pagamento da prestação.

No caso de uma moradia T3 o cenário é ainda mais complicado. É que a prestação média de 2.039 euros corresponde a 75% do rendimento de um casal que aufira dois salários médios.

Navegue sem anúncios em todos os nossos sites e receba benefícios exclusivos!
TORNE-SE PREMIUM