Muitas pessoas abrem os figos pela metade e comem apenas o interior do fruto, aquela polpa doce encarniçada que faz desta fruta comum em Portugal uma verdadeira delícia. Mas, se está entre o grupo de pessoas que nunca se aventurou a comer o figo inteiro com casca, saiba que poderá estar a fazer um disparate.
Um estudo realizado por vários cientistas, publicado em março deste ano na revista científica Nature, veio aprofundar o conhecimento sobre os figos, um alimento essencial da dieta mediterrânica, através de uma análise completa ao seu valor nutricional.
Os figos revelam-se uma excelente fonte de nutrientes importantes, como hidratos de carbono, fibras, proteínas, vitaminas e minerais. Entre estes minerais destacam-se o potássio, o fósforo, o ferro, o magnésio e o cálcio. Além disso, são ricos em antioxidantes (como os ácidos fenólicos e os flavonoides), que não só aumentam o seu valor nutricional, como também trazem benefícios para a saúde.
O estudo mostra ainda que a quantidade de compostos benéficos varia bastante, não só entre as diferentes variedades de figos, mas também entre as várias partes do fruto e o seu estado de maturação (se está fresco ou seco).
Mas, e a casca? O estudo refere que a casca do figo — especialmente a das variedades mais escuras — é a parte mais rica em antioxidantes, embora nem sempre seja consumida. Por isso, os investigadores defendem até que “a casca deve ser mais bem aproveitada, servindo como matéria-prima natural para as indústrias alimentar e farmacêutica, por exemplo na produção de conservantes naturais”.