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"Estranhei a conversa e a voz muito acelerada": ANACOM alerta para chamadas fraudulentas

IOL
1 jun., 16:51
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A redação do IOL conhece pelo menos um caso ocorrido há poucos dias

A ANACOM lançou um alerta para uma nova vaga de chamadas fraudulentas em que os burlões se fazem passar por colaboradores da autoridade reguladora das comunicações. O objetivo é assustar as vítimas com alegadas infrações e levá-las a fornecer mais informações pessoais.

A redação do IOL conhece pelo menos um caso ocorrido há poucos dias. "Ligou-me um homem, identificando-se como funcionário da ANACOM, a dizer que o meu número tinha sido identificado como sendo origem de várias infrações. Estranhei a conversa e a voz muito acelerada, com um sentido de urgência", conta Maria Silva. "De seguida, o homem disse que ia transferir a chamada para a Polícia Judiciária e eu respondi que ia falar, então, com o meu advogado e desliguei. Percebi que era fraude."

Segundo a ANACOM, entre os dias 20 e 22 de maio foram reportadas várias situações semelhantes. Os autores das chamadas recorrem a uma técnica conhecida como "spoofing", que permite falsificar o número de origem da chamada. Desta forma, o telefone da vítima pode mostrar o número 800 206 665, associado ao serviço de atendimento da própria ANACOM, criando uma falsa sensação de confiança.

Nos casos reportados, os interlocutores alegam situações como o envio de mensagens fraudulentas, furtos de telemóveis ou outras atividades ilícitas supostamente associadas ao número da vítima. Em alguns casos, referem ainda alegadas comunicações da Polícia Judiciária e ameaçam com o bloqueio do número de telefone ou de serviços de comunicações.

A entidade explica que estas chamadas seguem normalmente um padrão: os burlões utilizam alguns dados pessoais corretos ou parcialmente corretos, apresentam nomes e números de identificação falsos, criam um ambiente de pressão e urgência e tentam recolher mais informações junto da vítima.

A ANACOM sublinha, em comunicado divulgado no site oficial, que não está a realizar contactos desta natureza e garante que nunca solicita dados pessoais por telefone nem os partilha com outras entidades, incluindo forças policiais.

O que deve fazer se receber uma destas chamadas?

A autoridade recomenda que:

  • Não atenda nem devolva chamadas provenientes do número 800 206 665 quando surgirem neste contexto;
  • Não forneça nem confirme dados pessoais;
  • Procure confirmar a identidade de quem o está a contactar;
  • Peça que o contacto seja realizado mais tarde para permitir essa verificação.

Caso suspeite de uma tentativa de fraude ou tenha sido vítima deste esquema, deve contactar as autoridades de segurança e apresentar queixa junto da PSP, GNR, Ministério Público ou do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da sua área de residência.

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