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PME portuguesas dizem estar mais resistentes a ciberataques

86% das PME nacionais acredita que a ciber resiliência da sua organização melhorou no último ano. Contudo, 54% assume que sofreu pelo menos um ciberataque

Link To Leaders
27 dez 2025, 09:00
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Para analisar o grau de ciber resiliência das pequenas e médias empresas (PME) em Portugal, assim como a forma como estas se estão a adaptar a um cenário digital cada vez mais exigente, a Hiscox realizou o Relatório de Ciberpreparação e os dados mostram algum progresso nesta matéria.  Assim, constatou que 86% das PME nacionais acredita que a ciber resiliência da sua organização melhorou nos últimos 12 meses, enquanto 31% a reporta uma melhoria “significativa”.

Mais, 54% das pequenas e médias empresas portuguesas inquiridas admite ter sido alvo de, pelo menos, um ciberataque nos últimos 12 meses, o que revela a dimensão e a frequência crescente deste tipo de incidentes.

O Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025 mostra também que entre os principais impactos reportados pelos inquiridos estão a maior dificuldade em atrair novos clientes (30%), as brechas de segurança que afetaram parceiros e terceiros (30%) e o aumento dos custos associados à notificação de clientes (29%).

Acrescente-se que o maior risco percebido pelas organizações continua a estar relacionado com as mudanças regulatórias e legislativas em matéria de cibersegurança e proteção de dados, aspetos que foram apontadas por 42% das empresas.

Refira-se também que 90% das organizações tiveram de investir em formação adicional para os colaboradores remotos, uma opção imprescindível para mitigar riscos associados ao trabalho à distância, que continua a ser um problema para as empresas no que concerne à cibersegurança.

A atualização das formações em cibersegurança (74%), seguida do investimento em software especializado (64%) são as principais medidas adotadas pelas empresas portuguesas para reforçar a ciber resiliência. Apenas 2% das empresas admitem não ter tomado qualquer medida relativamente a cibersegurança.

No plano global, o Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025 constata que 94% das empresas estão a alocar recursos para prevenir ciberataques e, além disso, preveem aumentar o investimento em cibersegurança e proteção de dados ao longo de 2026.

No conjunto dos países analisados, Portugal, com 45%, e Espanha, com 40%, destacam-se pela intenção de aumentar significativamente o investimento. Seguindo esta tendência, 95% das empresas portuguesas esperam reforçar o orçamento dedicado à cibersegurança e proteção de dados nos próximos 12 meses, com apenas 5% a planear manter ou reduzir o investimento atual.

“Estes dados mostram uma mudança clara na mentalidade das PME portuguesas, que estão não só mais conscientes dos riscos cibernéticos, mas também mais proativas na sua mitigação. A aposta contínua em formação, tecnologia e prevenção é o caminho certo para garantir uma verdadeira ciber resiliência”, conlcui Ana Silva, Underwriter & Head of Profesional & Financial Lines da Hiscox Portugal.

Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders

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