Cibersegurança
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53% das organizações portuguesas identificam os ciberataques como um risco crítico 

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25 abr., 09:00
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As empresas portuguesas estão mais preocupadas com riscos cibernéticos em 2026 e os ciberataques são considerados como a principal ameaça, de acordo com um estudo da Marsh

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Na mais recente edição do estudo “A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos”, realizado pela Marsh, 53% das organizações portuguesas identificaram os ciberataques como um risco crítico para a sua atividade, uma percentagem que representa uma alteração significativa face a 2025, ano em que a principal preocupação das empresas era a instabilidade política e social.

As conclusões desta análise (onde participaram 124 representantes de organizações, pertencentes a vários setores de atividade) espelham as preocupações dominantes nas empresas portuguesas e as que eventualmente podem afetar mais a sua atividade. Aqui enquadram-se também os riscos relacionados com a retenção de talentos (42%), os eventos climáticos extremos (38%), o confronto geoeconómico (37%) e a concorrência e falhas na cadeia de abastecimento (24%).

De acordo com o estudo, a liderança dos ataques cibernéticos no “ranking” dos riscos mais temidos pelas empresas, reflete o aumento da frequência e da sofisticação das ameaças (incluindo ransomware, phishing e violações de dados), mas também a crescente dependência das organizações de infraestruturas tecnológicas.

Todavia, e apesar do protagonismo dos riscos tecnológicos, destaque também para os desafios relacionados com as pessoas e o ambiente. Ou seja, a retenção de talentos mantém-se como o segundo maior risco identificado pelas empresas portuguesas, que enfrentam dificuldades crescentes para conseguir atrair e reter profissionais qualificados, especialmente em áreas tecnológicas e especializadas. Neste ponto, as empresas devem adotar novas abordagens à gestão de talento e à cultura organizacional, fruto da evolução das expetativas dos colaboradores, nomeadamente em termos de flexibilidade, equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e desenvolvimento de carreira.

Também os eventos climáticos extremos continuam a afirmar-se como uma preocupação central para as empresas portuguesas em 2026. Reflete o impacto crescente de fenómenos como incêndios, tempestades, inundações e ondas de calor, que têm vindo a afetar diretamente infraestruturas, cadeias de abastecimento e operações empresariais. Aos riscos já referidos, junta-se ainda o peso crescente das dinâmicas geopolíticas e os confrontos geoeconómicos, o que inclui sanções, tarifas e disputas comerciais entre grandes blocos económicos.

Para as empresas portuguesas, que dependem fortemente do comércio global, estas falhas representam riscos significativos, nomeadamente atrasos, aumento de custos e dificuldades na obtenção de matérias-primas e produtos essenciais. A diversificação de fornecedores e a revisão das estratégias logísticas são, por isso, prioridades para mitigar estes impactos.

A nível global, e na perceção das empresas portuguesas, o estudo revela um ambiente de risco cada vez mais diversificado e interligado. A seguir aos eventos climáticos extremos (50%) e ao confronto geoeconómico (42%), a desinformação surge como um dos principais riscos emergentes, sendo identificada por 31% das empresas. O fenómeno, que está associado à proliferação de conteúdos falsos e à manipulação da informação, representa um desafio crescente para as organizações, com impacto direto na reputação, na confiança dos consumidores e na estabilidade dos mercados.

Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders

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