Estudante de 21 anos inscreveu-se num intercâmbio internacional na universidade. Mas o impensável aconteceu e acabou morta
As autoridades estão agora à procura de um homem que se tornou o principal suspeito do crime
Claudia Tacoronte, de 21 anos, tinha viajado de Espanha para o México com um objetivo simples: estudar, conhecer uma nova cultura e viver uma experiência internacional. Estudante de Educação Infantil na Universidade de Granada, estava há menos de um mês no Estado de Morelos, onde frequentava a Universidade Autónoma do Estado de Morelos (UAEM) ao abrigo de um programa de intercâmbio, como explica o El Pais.
No passado sábado, Claudia foi até Cuautla para visitar uma feira dedicada a plantas medicinais. Poucas horas depois, a viagem que deveria ser uma experiência académica transformou-se numa tragédia.
A jovem foi atacada perto da Casa da Cultura, no centro da cidade, por volta das 20h50. Segundo a imprensa mexicana, citada pela Reuters, morreu devido a ferimentos provocados por uma arma branca.
As autoridades estão agora à procura de um homem que se tornou o principal suspeito do crime. Segundo fontes próximas da investigação citadas pelo EL PAÍS, é conhecido pela alcunha de “El Trompas”.
O homem já teria sido captado por câmaras durante vários roubos em estabelecimentos da localidade mexicana. Um desses assaltos aconteceu no próprio sábado. A roupa que surge nas imagens coincide, segundo testemunhas e imagens de câmaras de segurança, com a descrição do homem que atacou Claudia, descreve ainda o El País.
A investigação continua, enquanto estudantes da universidade mexicana realizaram uma vigília silenciosa e exigiram justiça. Alguns pediram também maior proteção, numa altura em que o Estado de Morelos enfrenta vários casos de violência contra mulheres. Entre janeiro e julho, foram registados oficialmente 21 feminicídios no Estado, segundo dados citados pela Reuters.
Em Espanha, a Universidade de Granada condenou o homicídio e realizou um minuto de silêncio em memória de Claudia. A instituição decidiu ainda cancelar os intercâmbios de três estudantes que deveriam viajar para Morelos no próximo semestre, segundo o El País.
A ministra espanhola da Igualdade, Ana Redondo, afirmou que a experiência de Claudia deveria ter sido marcada por “aprendizagem e liberdade” e sublinhou que a violência contra as mulheres “não conhece fronteiras nem idade”. A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, garantiu que as autoridades federais estão a apoiar a investigação.