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Autenticação multifator: Um passo simples para proteger as suas contas online

A MFA adiciona uma camada de proteção extra que pode ser essencial para proteger de ataques online

Doutor Finanças
10 dez 2025, 16:17
computador 3
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Num mundo digital cada vez mais perigoso, confiar apenas numa palavra-passe já não chega. A autenticação multifator (MFA) é a barreira extra que pode salvar as suas contas de ataques e fraudes.

Este tipo de autenticação exige dois ou mais fatores para confirmar a sua identidade. Em vez de depender apenas da palavra-passe, adiciona uma segunda (ou terceira) camada de proteção. Os fatores podem ser:

  • Algo que sabe: palavra-passe, PIN.
  • Algo que tem: telemóvel, token físico.
  • Algo que é: biometria (impressão digital, rosto).

Exemplo prático: ao aceder ao banco online, além da palavra-passe, terá de inserir um código recebido por SMS ou gerado numa app autenticadora.

É possível que nunca tenha ouvido falar de MFA, mas sim de autenticação de dois fatores (2FA) ou de dois passos. Na verdade, a 2FA é um tipo de MFA, uma vez que esta pode incluir três ou mais fatores, aumentando ainda mais a segurança.

Por que ativar já a autenticação multifator?

As palavras-passe são vulneráveis: podem ser descobertas por ataques de força bruta, phishing ou malware. Além disso, é comum o hábito (errado) de reutilizar várias passwords em diferentes serviços. Sem MFA, basta um erro para perder o controlo das suas contas.

Estas são as principais ameaças que a autenticação multifator pode ajudar a prevenir:

  • Phishing: mensagens falsas que pedem credenciais.
  • Credential stuffing: uso de senhas roubadas noutros serviços.
  • Engenharia social: manipulação para obter dados.
  • Malware/keyloggers: programas que capturam tudo o que escreve.
  • Ataques automatizados: tentativas de adivinhar a palavra-passe.

Com MFA, mesmo que alguém descubra a sua senha, precisa do segundo fator (telemóvel, impressão digital, etc.) para aceder à conta.

Como ativar a MFA

  1. Aceda às definições de segurança da sua conta (Google, banco, redes sociais).
  2. Escolha o método: SMS, app autenticadora (Google Authenticator, Microsoft Authenticator, Authy), biometria ou token físico.
  3. Configure códigos de backup para emergências.
  4. Teste o sistema para garantir que está a funcionar.

Dica: Prefira apps autenticadoras em vez de SMS, pois são mais seguras contra fraudes de troca de cartão SIM.

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