Não é novidade que as prestações de crédito habitação têm um peso extremamente elevado no orçamento dos portugueses, principalmente depois do período em que a subida da Euribor fez as prestações disparar. Mas perante a descida progressiva das taxas Euribor, pode estar com dúvidas se ainda consegue encontrar condições mais vantajosas.
Caso esteja a pensar organizar as suas finanças pessoais antes do ano terminar, saiba se deve ou não ponderar esta opção para obter uma poupança no seu orçamento.
Mantenho o crédito como está ou negoceio as condições?
Seja qual for a situação, a resposta é “negoceie”. Seja com o banco atual ou com outro, deve sempre procurar melhores condições. E mesmo num período de descida das taxas de juro, há formas de reduzir custos com o crédito ou com produtos associados.
Cada cliente tem as suas próprias condições contratuais, tendo em conta os riscos e garantias do seu crédito habitação. Além disso, o encargo com os seguros do crédito habitação variam bastante dependendo da entidade onde subscreveu os mesmos. Logo, é preciso comparar várias propostas e fazer contas para chegar a uma conclusão.
No entanto, uma coisa é certa. As taxas Euribor têm descido. E as previsões apontam para que a descida tenha um impacto maior nas prestações do próximo ano para quem tem um crédito associados a uma taxa Euribor.
Ainda assim, importa analisar se consegue:
- Obter um spread mais baixo do que tem atualmente;
- Reduzir o custo total do seu empréstimo;
- Baixar o valor dos seus seguros do crédito habitação.
Estas soluções podem ser alcançadas através da renegociação do seu financiamento ou da transferência do seu crédito habitação para outra entidade.
Benefícios de transferir um crédito habitação
Transferir o crédito habitação para outra instituição financeira abre a porta para uma revisão transversal às condições contratadas. Entre as alterações está:
- O tipo de taxa de juro associada;
- O prazo do contrato;
- A remoção de produtos subscritos e fiadores do contrato;
- A redução do valor do seguro de vida do crédito habitação e seguro multirriscos.
Vamos a um exemplo:
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Crédito com capital em dívida de 150 mil euros
- 300 prestações por liquidar
- TAN = 4,6%
- Prestação mensal = 842,29 euros
- Juros totais sem alteração da Euribor = 102.685,67 euros
- Seguros do crédito habitação = 200 euros
- Encargos totais por mês = 1.042,29 euros
Se através de uma transferência conseguir reduzir a sua TAN para 4% (baixando o valor do spread), alargar o prazo para 360 prestações e baixar o valor dos seguros em 50 euros mensais, fica a pagar:
- Prestação mensal = 716,12 euros
- Juros totais sem alteração da Euribor = 107.804,26 euros
- Seguros do crédito habitação= 150 euros
- Encargos totais por mês = 766,12 euros
Ou seja, embora o valor total dos juros aumente 5.118,59 euros, por mês, poupa 126,16 euros na sua prestação de crédito. Se tiver uma taxa Euribor a 12 meses, num ano a poupança é de 1.513,92 euros. Já ao reduzir o valor das duas apólices, poupa 50 euros por mês, o que ao final do ano reduz os seus encargos em 600 euros. Fazendo contas, por mês poupa um total de 276,17 euros e num ano 3.314,04 euros.
Resumindo, independentemente de estarmos a passar por um período de descida de juros, é possível encontrar soluções que reduzam os encargos com um crédito habitação. O importante é procurarmos propostas mais atrativas.