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Só metade dos portugueses garante pagar sempre os créditos a tempo

Mais de quatro em cada dez inquiridos evitaram responder quando questionados sobre o cumprimento dos seus compromissos financeiros

Doutor Finanças
9 jul 2025, 15:48
Cartão de crédito
Cartão de crédito

De acordo com o Barómetro Doutor Finanças de Hábitos Financeiros, realizado em parceria com a Universidade Católica, apenas 53% dos portugueses afirmam pagar sempre os seus créditos atempadamente. Há ainda 3% que dizem fazê-lo quase sempre e 1% quase nunca.

Um dado expressivo é a elevada taxa de não resposta: 42% dos inquiridos optaram por não responder a esta pergunta — uma percentagem muito superior à registada noutras questões do inquérito. Esta omissão de resposta não foi significativamente influenciada pelo rendimento dos inquiridos.

Malparado continua controlado

É importante sublinhar que a ausência de resposta não significa necessariamente incumprimento. De facto, os dados do Banco de Portugal indicam que o rácio de crédito malparado entre particulares continua historicamente baixo: no final de 2024, situava-se nos 2,3%, menos 0,1 pontos percentuais face ao trimestre anterior.

Em março de 2025, os dados revelavam que o rácio de empréstimos vencidos no crédito habitação se mantinha nos 0,3%, enquanto nos créditos ao consumo e outros fins era de 2,5%.

Crédito habitação é o mais comum

No que respeita aos tipos de financiamento mais frequentes, o crédito habitação lidera, com 27% dos inquiridos, sendo mesmo o único crédito de 16% dos participantes. Segue-se o cartão de crédito, utilizado regularmente por 17% dos inquiridos. Para 6%, este é o único tipo de crédito que possuem.

Já os créditos pessoais são mencionados por 10% (9% com um e 1% com vários), o mesmo valor registado para o crédito automóvel, embora este último seja o único empréstimo para apenas 3% dos inquiridos.

Barómetro avaliou hábitos financeiros dos portugueses

Estas questões relacionadas com o crédito foram apenas alguns dos tópicos abordados no 1.º Barómetro de Hábitos Financeiros, uma iniciativa do Doutor Finanças em parceria com a Universidade Católica, que pretende acompanhar a evolução dos comportamentos e competências financeiras da população portuguesa.

Entre os resultados de maior destaque deste inquérito estão:

- Quase metade dos portugueses não consegue poupar regularmente;

- As famílias não têm o hábito de falar sobre dinheiro;

- Os portugueses continuam a preferir uma abordagem conservadora nas poupanças e investimento, com a segurança a sobrepor-se às expectativas de rentabilidades na tomada de decisões;

- O envolvimento dos filhos nos temas financeiros é reduzido;

- A percentagem de pais que dá mesada ou semanada é diminuta.

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