Esta é uma história que roubou demasiados anos de afeto familiar a muitas pessoas, sendo que as principais vítimas foram uma menina que cresceu sem o pai e um pai que viu ser-lhe arrancada a sua filha, num desaparecimento que parecia ter sido para sempre.
Tudo aconteceu em 1986, quando Michelle Newton tinha apenas três anos, como relata a revista People. Viviam todos em Louisville, no Kentucky, Estados Unidos. A sua mãe, Debra Newton, casada com o pai, disse que iria fazer um trabalho noutra cidade e nunca mais deu sinal de vida.
Durante décadas Joseph viveu momentos de angústia por nada saber da mulher e da filha, sendo que as autoridades encararam o caso como um rapto parental e Debra chegou a ser uma das oito pessoas mais procuradas pelo FBI por este crime.
Desfecho inesperado após mais de 40 anos
Debra, agora com 66 anos, foi detida na Florida. As autoridades divulgaram as imagens do momento da detenção: tanto a mulher como a amiga que a acompanhava a passear dois cães ficaram chocadas ao ponto de pensarem tratar-se de uma brincadeira. "Eu não fiz nada", disse Debra, surpreendida, enquanto era algemada.
Após a prisão, Michelle, agora com 46 anos, reencontrou seu pai.
"Ela sempre esteve nos nossos corações", disse Joseph Newton ao canal de televisão local, WLKY, citado pela People. "Não consigo explicar aquele momento em que entrei e pude abraçar a minha filha novamente."
"Não trocaria aquele momento por nada", disse ainda. "Foi como vê-la quando nasceu. Era como um anjo."
Joseph conta agora que o plano do casal era mudar-se de Louisville para a Geórgia porque Debra iria começar um novo emprego e preparar uma nova casa para a família. Porém, a mulher partiu mais cedo com a filha.
A procura por Debra e Michelle continuou até 2000, ano em que o caso foi arquivado e em 2005 Michelle foi removida dos bancos de dados nacionais de crianças desaparecidas.
Foi uma pessoa informante do programa Crime Stoppers que terá reconhecido Debra como uma mulher que morava em The Villages, na Flórida. Tinha casado novamente e vivia sob o nome de Sharon Nealy. Michelle, que foi criada também com outro nome, não fazia ideia de que era uma pessoa dada como desaparecida.