Em 2024, a bitcoin ultrapassou a fasquia dos 100 mil dólares, e bateu um novo recorde, em meados deste ano, acima dos 123 mil dólares. Este desempenho meteórico fez manchetes de jornais e atraiu a atenção de novos investidores para o universo das criptomoedas. Mas será que está preparado para ter um ativo tão volátil em carteira? Se sim, não perca de vista que há cuidados a ter antes de investir.
O maior perigo destes instrumentos é a volatilidade. Assim, é normal assistir a variações de preços que excedem frequentemente 5% a 10% num único dia. Não é preciso ir longe. Basta lembrar os movimentos recentes em que, depois de ultrapassar os 60 mil dólares em 2021, a bitcoin desvalorizou, tendo demorado quase três anos a voltar a este patamar.
Isto significa que terá de ter um perfil voltado para o risco elevado. Por outras palavras, terá de ser um investidor arrojado, alguém que quer obter rendibilidades elevadas e está disponível para assumir perdas avultadas de capital. Este investidor consegue dormir à noite, mesmo sabendo que o seu património pode estar a sofrer perdas.
Depois de perceber se se encaixa neste perfil, terá de escolher a plataforma que irá ser o seu intermediário financeiro. Aqui, há um mar de opções, desde as mais às menos seguras. A primeira questão é analisar se prefere plataformas centralizadas (como a Binance ou Coinbase), com maior controlo e mais segurança, ou descentralizadas, onde existe mais liberdade, mas também mais riscos.
Os números da consultora Immunefi mostram que, no ano passado, mais de 51% das perdas no ecossistema cripto, fruto de pirataria informática e fraude, aconteceram em plataformas descentralizadas (conhecidas como DeFI), contra 48,6% em entidades centralizadas.
Esta é uma tendência que se repete todos os anos, até porque nestas plataformas não existe um sistema central de gestão, já que o poder é distribuído por várias personalidades.
Criar uma conta numa plataforma de criptomoedas centralizada é bastante semelhante a criar um perfil de utilizador numa corretora online de investimento.
Ainda que tenha um perfil arrojado e seja um fã de criptomoedas, lembre-se que o bom investidor conta com uma carteira equilibrada, em que parte permite cobrir o risco de perdas da outra parte. Ou seja, por cada cripto, tente investir em ativos com menor risco, como obrigações ou ações com menos volatilidade.
Para facilitar esta tarefa, o ideal será mesmo escolher uma plataforma de investimento que, além de cripto, ofereça outros ativos financeiros, como a Revolut ou a Xtb, por exemplo.
Nestas plataformas, terá ainda uma garantia maior de que estão a ser cumpridas as regras de retenção fiscal que se aplicam às cripto.
Por fim, deve ainda separar o trigo do joio, ou seja, criptomoedas verdadeiras e outras que são apenas esquemas de fraude. Para tal, consulte sites credíveis como a Coinmarketcap, e leia o white paper (ou livrete branco em português) de forma a perceber qual a rede blockchain que sustenta esta criptomoeda.