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O micro-ondas estraga a comida? Químico português explica como funciona a radioatividade

Afinal, aquecer comida no micro-ondas faz mal? Químico português explica de uma vez

IOL
3 dez, 11:03
Micro-ondas
Micro-ondas

A teoria de que aquecer comida no micro-ondas faz mal à saúde continua a ser um tema discutível. Para esclarecer esta dúvida, o químico português , e professor na Universidade de Viena, Nuno Maulide, explicou num vídeo partilhado no Instagram como é que este eletrodoméstico realmente funciona, e porque não há motivo para receios.

Sim, o micro-ondas utiliza radiação, mas é “do tipo certo”. As micro-ondas são radiações não ionizantes, o que significa que não têm energia suficiente para alterar a estrutura química dos alimentos ou provocar qualquer efeito nocivo no organismo. O que fazem é simplesmente pôr as moléculas de água a vibrar. Essa vibração cria atrito e, consequentemente, calor de forma rápida e bastante uniforme.

Segundo o químico, aquecer comida no micro-ondas não só é seguro como pode até ser mais eficiente na preservação de nutrientes. Quanto mais rápido é o aquecimento, menos tempo existe para que as vitaminas se degradem. E vários estudos mostram que, quando se usa pouca água, o micro-ondas preserva muito mais vitamina C do que o método tradicional ao lume. No tacho, o contacto prolongado com a água e o calor leva a uma perda muito maior de nutrientes.

Por isso, não, o micro-ondas não estraga a comida, não a torna radioativa e não representa qualquer risco químico. 

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