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Casais portugueses são dos que se sentem mais à vontade para falar de dinheiro na Europa

Link To Leaders
11 fev. 2025, 10:30
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Os casais portugueses são dos que falam mais e discutem menos sobre dinheiro na Europa. 48% opta por contas conjuntas para gerir as despesas, revela novo estudo.

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Segundo um estudo realizado pela Revolut, com uma amostra de 21.000 pessoas na Europa, incluindo 1.000 inquiridos em Portugal, a transparência financeira é um fator determinante para relações saudáveis.

Os resultados do estudo indicam que Portugal está entre os países onde os casais se sentem mais confortáveis para falar sobre dinheiro. Cerca de 74% dos portugueses acreditam que a transparência financeira fortalece a relação, um percentual idêntico ao da Espanha. A Grécia e a Itália seguem de perto, com 72%. Em contrapartida, Letónia e República Checa são os países onde os casais têm mais dificuldade em abordar o tema.

No que toca ao género, tanto homens quanto mulheres se sentem confortáveis ao discutir questões financeiras com o parceiro, sendo que os homens apresentam uma ligeira vantagem (75% vs. 72%). Entre as diferentes faixas etárias, os jovens entre 18 e 24 anos lideram essa abertura, com 83% afirmando que falam livremente sobre dinheiro com a cara-metade.

Apesar da abertura para o diálogo, as discussões sobre dinheiro ainda acontecem. Em Portugal, 32% dos casais admitem ter divergências financeiras ocasionais, mas sem gravidade. Outros 31% afirmam que raramente discutem sobre dinheiro, pois partilham os mesmos valores financeiros. No extremo oposto, na Roménia, apenas 11% dos inquiridos afirmam ter essa sintonia financeira com o parceiro.

O estudo também analisou a relação entre idade e conflitos financeiros. Curiosamente, os grupos que mais discutem sobre dinheiro em Portugal são os jovens de 18 a 24 anos e os adultos acima dos 65 anos. Por outro lado, os millennials e a geração X demonstram maior estabilidade na gestão financeira do casal.

A pesquisa revelou que 48% dos casais portugueses optam por contas conjuntas para gerir as despesas. Os homens demonstram maior preferência por essa solução (59%) em comparação com as mulheres (39%).

Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders

 

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