Emma Bray
Emma Bray

Mãe com doença terminal deixa de comer e beber para proteger os filhos. As palavras que deixou emocionam

IOL
16 jul. 2025, 16:59
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O seu último gesto foi de amor, mesmo no meio do sofrimento

Emma Bray, uma mãe britânica de 42 anos, tomou uma decisão corajosa e dolorosa: deixar de comer e beber para controlar a forma como iria morrer. Diagnosticada com uma doença neurológica incurável e degenerativa — a doença do neurónio motor — Emma escolheu esta via para evitar que os filhos assistissem à fase mais angustiante do seu sofrimento. A viver em Barnstaple, no Reino Unido, enfrentava a progressiva perda de movimentos, dificuldades em falar, alimentar-se e até respirar, segundo a revista People.

A doença, também conhecida como esclerose lateral amiotrófica (ELA), foi-lhe diagnosticada há dois anos. Com o tempo, perdeu completamente a mobilidade dos membros, tinha dificuldades em falar e dependia de cuidadores ao longo do dia. Passava a maior parte do tempo deitada e já não conseguia realizar tarefas básicas, como ajustar os óculos ou mexer nos lençóis.

Emma tornou-se ativista pelo direito à morte assistida no Reino Unido, apoiando o projeto de lei Assisted Dying Bill, que daria aos doentes terminais a possibilidade de escolherem uma morte medicamente assistida. Acreditava que, se essa lei estivesse em vigor, a sua família teria sido poupada a dois anos de sofrimento emocional. Mas como essa opção não era legal no país, optou pela prática conhecida como VSED (voluntary stopping eating and drinking).

Este processo consiste em recusar, de forma consciente e voluntária, qualquer tipo de alimento ou líquido, permitindo ao corpo desligar-se lentamente. Emma admitiu que não é uma morte fácil, mas era a única forma de garantir alguma dignidade no final da sua vida. O objetivo era claro: proteger os filhos de presenciarem o agravamento da doença e despedir-se de forma tranquila, rodeada por quem mais amava.

Antes de iniciar o processo, esperou que a filha terminasse o ensino secundário e que o filho crescesse um pouco mais — para conseguir imaginar o homem que ele se tornaria. “O meu último gesto como mãe é tentar poupar os meus filhos ao trauma de verem a minha agonia”, disse. Foi uma decisão difícil, tomada numa fase avançada da doença.

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