Gerada por AI
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Faltam padeiros e pasteleiros? O que a ACIP tem feito pelo setor

Bizpliz!
22 jul., 17:00

A associação representa empresas de panificação, pastelaria e similares e acompanha um problema que já chega ao balcão, à produção e à gestão diária

Contratar para uma padaria ou pastelaria tornou-se mais difícil do que publicar uma vaga. Muitas empresas precisam de pessoas disponíveis para horários específicos, com resistência a ritmos de produção exigentes e noções mínimas de higiene alimentar. A dificuldade sente-se em funções como padeiro, pasteleiro, ajudante de fabrico, trabalhador de produção alimentar ou empregado de balcão. São postos muito ligados ao funcionamento diário do negócio. Quando falta uma pessoa, a pressão aparece depressa. É neste terreno que trabalha a ACIP - Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares. Fundada em Coimbra em 1975, a associação tem âmbito nacional e representa empresas de panificação, pastelaria e atividades próximas, incluindo padarias, confeitarias, cafetarias, casas de chá, geladarias, pizzarias e outros estabelecimentos similares.

Porque é que o recrutamento está mais difícil?

O setor tem características próprias. A produção começa muitas vezes antes da abertura ao público. Os horários nem sempre competem bem com outras áreas. E a aprendizagem exige prática, acompanhamento e tempo. Há ainda uma questão de perceção. Para muitos jovens, a padaria e a pastelaria aparecem associadas sobretudo a esforço físico e horários madrugadores. Fica de fora a parte técnica: fermentação, temperaturas, equipamentos, segurança alimentar, atendimento, gestão de desperdício e consistência do produto. Nas empresas pequenas, o problema é ainda mais visível. Uma ausência pode obrigar a reorganizar produção, atendimento e entregas. O recrutamento deixa de ser um tema de recursos humanos e passa a ser uma questão de continuidade do negócio.

Que respostas tem dado a ACIP?

A ACIP não substitui as empresas no recrutamento, mas ajuda a organizar respostas num setor muito fragmentado. Uma dessas ferramentas é a bolsa de emprego no site da associação, com área para ofertas e candidatos. O trabalho da associação também passa pela informação técnica e pela ligação a temas que pesam no quotidiano das empresas. A história da ACIP inclui participação no Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar e intervenção em matérias ligadas à legislação, higiene e segurança alimentar. Nos últimos anos, a associação tem ainda usado canais digitais, notícias, ações de informação e iniciativas setoriais para manter as empresas atualizadas. Para quem gere uma padaria ou pastelaria, isto pode ser tão importante como encontrar candidatos: contratar melhor exige saber explicar melhor funções, horários, requisitos e condições reais.

Onde entram as soluções digitais?

As ferramentas digitais podem ajudar sobretudo a reduzir ruído. Em vez de processos dispersos, contactos informais e currículos difíceis de comparar, as empresas conseguem organizar melhor informação sobre experiência, localização, disponibilidade e competências. Isto é relevante num setor onde os detalhes contam. Um candidato pode ter experiência prática e não a saber traduzir num CV. Uma empresa pode precisar de alguém com urgência e perder tempo a filtrar respostas que não encaixam no horário ou na função. A digitalização não resolve sozinha a falta de trabalhadores. Pode, no entanto, encurtar o caminho entre empresas que precisam de contratar e pessoas com perfil para aprender ou continuar no setor.

O que ainda falta resolver?

O problema não tem uma resposta única. O setor precisa de comunicar melhor as suas profissões, aproximar-se de quem está a escolher carreira e criar percursos mais claros de entrada, formação e progressão. A ACIP tem procurado dar visibilidade ao setor através de apoio associativo, informação, bolsa de emprego, concursos nacionais e iniciativas ligadas à qualidade dos produtos. Para as empresas, o passo seguinte é transformar essa visibilidade em processos de contratação mais simples, rápidos e realistas. No fim, a pergunta é prática: como garantir que o pão e a pastelaria continuam a chegar às lojas todos os dias com equipas preparadas para os fazer?
 

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