Gerada por AI
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Empresas precisam de novas competências. Como a formação entrou no trabalho da NERLEI CCI

Bizpliz!
17 jul., 17:00

A associação tem projetos formativos ligados à transição digital, formação modular certificada, Centro Qualifica e soluções à medida para empresas

As empresas têm máquinas, clientes e encomendas. Mas, sem pessoas preparadas, a modernização fica pelo caminho. A falta de competências digitais, técnicas e de gestão continua a ser uma das pressões mais sentidas por PME que tentam crescer, exportar ou adaptar-se a novas exigências. Na Região de Leiria, a NERLEI CCI tem vindo a trabalhar a formação e qualificação como uma das respostas possíveis. A associação empresarial, fundada em 1985 e reconhecida como Câmara de Comércio e Indústria em 2023, apresenta no seu site várias respostas nesta área, incluindo Emprego + Digital 2025, formações modulares certificadas, Centro Qualifica e formação à medida. O ponto comum é simples: aproximar a formação das necessidades das empresas e dos trabalhadores. Não basta criar cursos. É preciso que os conteúdos respondam ao que muda nos locais de trabalho.

O que é o Emprego + Digital 2025?

O Programa Emprego + Digital 2025 é uma das respostas mais concretas divulgadas pela NERLEI CCI. Segundo a página oficial, o projeto decorre entre 5 de novembro de 2024 e 30 de setembro de 2025 e tem investimento de 223.838,70 euros. Destina-se a trabalhadores ativos empregados, preferencialmente de empresas associadas da NERLEI CCI e de entidades da economia social, sobretudo com qualificações de níveis 2, 4 e 5 do Quadro Nacional de Qualificações. A meta indicada é envolver 1.000 formandos, com 2.065 horas de formação e um volume total de 31.475 horas. As ações procuram reforçar competências digitais de trabalhadores, gestores e dirigentes, melhorar produtividade e competitividade e apoiar a adaptação das organizações à transição digital.

Porque é que a formação digital ganhou peso?

A digitalização deixou de ser uma área fechada no departamento informático. Entra na produção, nas vendas, na logística, no atendimento, na gestão de stocks, nos processos administrativos e na relação com clientes. Isto cria uma pressão diferente nas empresas. Já não chega contratar alguém com competências digitais muito específicas. Muitas vezes, é preciso qualificar quem já está dentro da organização e conhece a operação. É por isso que programas dirigidos a trabalhadores ativos podem ter impacto prático. A formação não aparece como pausa no percurso profissional, mas como atualização dentro da realidade de trabalho.

Que outras respostas existem?

Além do Emprego + Digital 2025, a NERLEI CCI divulga formações modulares certificadas e serviços como Centro Qualifica e formação à medida. São respostas diferentes, mas com o mesmo problema de fundo: as empresas precisam de pessoas mais preparadas, e os trabalhadores precisam de percursos que reconheçam e aumentem as suas competências. A formação à medida é particularmente relevante quando a necessidade é muito específica. Uma empresa pode precisar de desenvolver competências numa equipa concreta, num processo interno ou num tema ligado ao seu setor. Nesses casos, uma solução genérica pode não chegar. Também a formação modular certificada permite trabalhar blocos mais focados, com utilidade para trabalhadores que não podem parar durante longos períodos.

O que ganha a região com esta aposta?

A formação é muitas vezes tratada como tema interno de cada empresa. Mas, numa região com forte densidade empresarial, também é uma questão coletiva. Se as empresas não conseguem qualificar trabalhadores, perdem capacidade para inovar, exportar, melhorar processos e responder a novos requisitos. Se os trabalhadores não conseguem atualizar competências, ficam mais vulneráveis a mudanças tecnológicas e organizacionais. O trabalho da NERLEI CCI coloca a associação num ponto intermédio: conhece as empresas, acompanha projetos e consegue transformar necessidades dispersas em respostas formativas organizadas. O desafio continua a ser a adesão. Muitas PME sabem que precisam de formar pessoas, mas têm equipas curtas, pouco tempo e pressão diária. Programas próximos, financiados e ajustados à realidade das empresas podem reduzir essa barreira.
 

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